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ONU e Timor-Leste assinam acordo para segurança alimentar

Lusa
06-02-2026 04:30h

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura e o Governo de Timor-Leste assinaram hoje um acordo para reforçar a segurança alimentar, a nutrição, a sustentabilidade agrícola e fortalecer os recursos humanos.

“A cerimónia de assinatura do acordo-programa de cooperação com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura [FAO, na sigla em inglês] visa desenvolver o setor da segurança alimentar, a nutrição, a sustentabilidade da agricultura, o fortalecimento institucional e a capacitação de recursos humanos, o que é extremamente importante”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Bendito Freitas.

O governante falava aos jornalistas após a cerimónia de assinatura do acordo entre o Governo de Timor-Leste e a FAO no Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Díli.

O responsável timorense reconheceu que o papel da organização é de grande importância, por poder ajudar Timor-Leste no que respeita às necessidades económicas ligadas à alimentação.

“Sabemos que o nosso Presidente, José Ramos-Horta, nas reuniões bilaterais com os seus homólogos, aborda sempre a questão da segurança alimentar e da nutrição”, afirmou o ministro.

Segundo Bendito Freitas, a parceria com a FAO é fundamental para o desenvolvimento de programas de recursos agrícolas em Timor-Leste.

A FAO irá colaborar diretamente com o Ministério da Agricultura para melhorar a segurança alimentar no país.

“Este componente é extremamente importante para a transformação socioeconómica. O que o povo precisa é de alimentação. Trata-se de uma necessidade”, concluiu.

A cerimónia de assinatura contou com a presença do diretor-geral adjunto da FAO, Alue Dohong, do representante da FAO para a Indonésia e Timor-Leste, Rajendra Aryal, do secretário de Estado das Pescas de Timor-Leste, Domingos dos Santos, e do secretário de Estado da Pecuária, José de Araújo.

Segundo os dados divulgados pelo Governo, 47% das crianças com menos de cinco anos sofre de má nutrição crónica, 8,6% de desnutrição aguda, 32% têm peso abaixo do previsto e deficiências de vitamina A, ferro e iodo.

As autoridades timorenses apresentaram, em março de 2025, um plano de ação multissetorial de nutrição, que visa reduzir o atraso no crescimento infantil para 25% até 2030 com foco nos recém-nascidos, crianças até aos 23 meses e mulheres em idade reprodutiva.

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