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Mau tempo: Proteção Civil regional funcionou, mas Proteção Civil nacional devia ter atuado mais cedo - ANMP

LUSA
04-02-2026 17:12h

A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) considerou hoje que a Proteção Civil regional funcionou, no entanto, pretendia que a Proteção Civil nacional tivesse atuado mais cedo, tanto de forma preventiva, como na presença no terreno.

“O nosso sentimento é que a Proteção Civil regional funcionou, no entanto, gostaríamos que a Proteção Civil nacional tivesse atuado mais cedo de forma preventiva e tivesse também atuado mais cedo com a sua presença no terreno, com meios, depois da ocorrência”, destacou a vice-presidente da ANMP, Ana Abrunhosa.

À saída de uma reunião do conselho diretivo da ANMP, hoje, em Coimbra, a também presidente da Câmara desta cidade defendeu que houve tempo para se ser mais preventivo, colocando meios de prevenção.

“E depois da ocorrência, [gostaríamos] que a Proteção Civil Nacional tivesse sido mais atuante e mais presente no território”, acrescentou.

Depois de lamentar que o facto de milhares de famílias continuarem sem energia elétrica, água e comunicações, Ana Abrunhosa indicou que “o país tem um problema grave nas infraestruturas críticas”, que devem ser repensadas, havendo ainda “muito caminho a fazer no que toca à Proteção Civil”.

“O próprio SIRESP voltou a falhar. Nós temos relatos, não só na zona de Leiria, mas também de Castelo Branco - aqui em Coimbra correu bem – de que o SIRESP voltou a falhar”, afirmou.

Questionada sobre o alerta da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre o risco de exposição ao amianto durante trabalhos de limpeza, remoção de destroços e reparação de edifícios, a vice-presidente da ANMP entendeu que este “é um não problema”.

"Agradecemos as preocupações da DGS, mas as nossas equipas estão habituadas a estas cautelas”, frisou.

Todos os distritos de Portugal continental estão hoje e quinta-feira sob aviso amarelo devido à previsão de chuva por vezes forte, passando a aguaceiros, devido à passagem da depressão Leonardo, segundo o IPMA.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) informou, na terça-feira, em comunicado, que as ondulações frontais associadas à depressão Leonardo irão afetar o estado do tempo em Portugal continental até sábado, com períodos em que a precipitação será persistente e por vezes forte, queda de neve nas terras altas do Norte e Centro, vento forte e agitação marítima forte.

No distrito de Vila Real estão ativos avisos laranja para queda de neve e amarelo para precipitação e vento.

Portugal enfrenta hoje a chegada de uma nova tempestade, ainda com populações privadas de eletricidade e a precisar de ajuda, após uma semana de chuva intensa e ventos fortes que causaram 10 mortes e deixaram 68 concelhos em calamidade.

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