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Sindicato de enfermeiros rejeita banco de horas em Acordo Coletivo de Trabalho

Lusa
03-02-2026 17:34h

O Sindicato dos Enfermeiros (SE) rejeitou hoje a criação de um banco de horas no novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) que está a ser negociado com o Ministério da Saúde.

Em comunicado, o SE indica que o dirigente sindical Luís Ferreira “foi perentório na recusa da introdução da cláusula de banco de horas”, após reunir-se com a secretária de Estado da Administração Pública, Marisa Garrido.

“As horas já trabalhadas nos diversos serviços têm de ser pagas, no cumprimento escrupuloso da lei em vigor”, lembrou o presidente do SE, considerando que, caso tal não aconteça, o trabalho extraordinário deve ser “ressarcido em forma de dias de férias”.

Lembrando que a lei salvaguarda a justificação de falta através de atestado médico, o SE afirmou que “não colhe” o argumento de que o banco de horas poderia ser usado em situações de doença ou assistência a familiares.

O sindicato, que integra uma plataforma sindical, recordou que outro ponto central da negociação com a tutela é a reposição do tempo de serviço prestado em regime precário.

“A este propósito, o SE mostra-se inflexível na necessidade de uma alteração legislativa que passe a introduzir a contagem do tempo de trabalho precário para a progressão na tabela salarial”, salientou.

A qualificação profissional também esteve em cima da mesa na ronda negocial, tendo a estrutura sindical proposto a definição de uma carga horária específica para que os enfermeiros possam realizar estágios de especialização.

“Existem enfermeiros que não têm qualquer hipótese face ao horário sobrecarregado e muitos até metem férias ou licenças sem vencimento para apostarem na sua especialização”, revelou Luís Silva, citado no comunicado.

As negociações decorrem desde setembro, após a entrega da contraproposta de cinco sindicatos de enfermeiros ao Governo.

Em julho, ambas as partes tinham assinado um protocolo que definiu os temas a rever no futuro ACT, incluindo novas formas de organização do tempo de trabalho e maior flexibilidade de horários no Serviço Nacional de Saúde.

A plataforma sindical integra o Sindicato Nacional dos Enfermeiros (SNE), o Sindicato Democrático dos Enfermeiros Portugueses (Sindepor), o Sindicato dos Enfermeiros (SE), o Sindicato Independente dos Profissionais de Enfermagem (Sipenf) e o Sindicato Independente de Todos os Enfermeiros Unidos (SITEU).

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