A Ordem dos Enfermeiros (OE) lançou uma campanha nacional de recolha de bens para apoiar as populações afetadas pela depressão Kristin, que vai decorrer entre terça e quinta-feira.
A campanha apela à doação de bens essenciais, com prioridade para alimentos não perecíveis, produtos de higiene e outros materiais de apoio básico, tais como arroz, massa, azeite, óleo, enlatados, leite, papas infantis, bolachas e cereais.
São também necessários sabonetes, champôs, gel de banho, fraldas, toalhetes, artigos de higiene oral e feminina, bem como artigos de primeiros socorros, lonas e cobertores, acrescenta o gabinete de imprensa da OE.
Os donativos podem ser entregues até 5 de fevereiro na Sede Nacional da Ordem dos Enfermeiros, em Lisboa, mas também nas secções regionais do norte, centro e sul da OE, assim como no Hospital Dr. José Maria Grande, em Portalegre.
“Além do seu serviço como profissionais de saúde, os enfermeiros mobilizaram-se para apoiar as populações neste momento de vulnerabilidade, com uma resposta organizada às necessidades urgentes”, explicou o bastonário da OE, Luís Filipe Barreira.
A iniciativa integra o projeto “Enfermeiros Solidários”, promovido pela OE, e visa responder às necessidades imediatas resultantes do impacto social e material provocado por este fenómeno meteorológico, estando a ser desenvolvida em articulação com o município de Leiria.
A passagem da depressão Kristin, na passada quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, assim como vários feridos e desalojados.
Entretanto, a Câmara da Marinha Grande contabilizou mais uma vítima mortal no concelho e, no sábado, morreram outros dois homens ao caírem de um telhado, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Já na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até 8 de fevereiro.