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Gouveia e Melo considera que os seus adversários têm “pequenina” dimensão política

Lusa
09-01-2026 11:53h

O candidato presidencial Gouveia e Melo considerou hoje que os seus adversários têm “pequenina” dimensão política, sem qualquer comparação com Mário Soares ou Cavaco Silva e sem valor intrínseco, porque dependem dos respetivos partidos.

Estas críticas, que visaram indiretamente Marques Mendes e António José Seguro, foram feitas pelo ex-chefe do Estado-Maior da Armada no final de ações de campanha em Viana do Castelo, que começaram bem cedo junto ao Mercado Municipal e terminaram junto ao café Natário no centro da cidade.

Nas declarações que fez aos jornalistas, Gouveia e Melo disse que tem como principal opositor “o sistema” e também acusou os partidos de pretenderem controlar o voto dos portugueses nas eleições presidenciais.

Já no fim, falou da seguinte forma sobre os seus principais adversários na corrida a Belém: “Não queiram comparar os candidatos atuais, que nem conseguiram vencer dentro dos seus partidos, nunca foram primeiros-ministros e não têm uma dimensão como teve o Mário Soares ou Cavaco Silva, ou outros presidentes” da República.

“Não é com a dimensão pequenina com que estão a concorrer - e estão todos preocupados. Se não fossem os partidos, não chegavam lá, porque não têm valor intrínseco. Se tivessem valor intrínseco, não precisavam do partido para nada”, declarou.

Durante os contactos com a população, numa das conversas que teve, Henrique Gouveia e Melo manifestou-se confiante na existência “de uma maioria silenciosa” favorável à sua candidatura no próximo dia 18.

E, já perante os jornalistas, usou os cenários militares para manifestar confiança de que irá passar à segunda volta das eleições.

“O cenário mais provável é eu passar à segunda volta e o cenário mais perigoso é eu passar à segunda volta”, respondeu, dizendo que os partidos estão “mais preocupados” com a sua candidatura.

“A própria retórica que estão a usar durante a campanha mostra isso. Não concorro contra um indivíduo, concorro com o indivíduo, com os amigos todos do indivíduo, o que seria normal, mas com o partido a apoiar. Nós estamos numa campanha de afirmação quase de legislativas”, sustentou.

Na perspetiva do almirante, na campanha das presidenciais, o seu principal adversário “não é uma pessoa em concreto, mas uma ideia partidária destas eleições”.

“Parece que os partidos querem controlar o voto dos portugueses. Entendo que partidos devem lutar pelo voto dos portugueses nas legislativas, para depois formarem o poder executivo. Já há dois poderes: o legislativo e o executivo na mão dos partidos – e é assim que está organizada a nossa Constituição e a nossa democracia. Mas os partidos quererem também controlar a Presidência da República, condicionando o voto dos seus apoiantes com recomendações fortes, verticais, da área partidária – e isso parece-me errado”, criticou.

Questionado sobre a razão de atacar mais António José Seguro e Marques Mendes do que o presidente do Chega, André Ventura, Gouveia e Melo rejeitou essa ideia.

“Eu disse que não era de nenhum extremo, que era uma pessoa equilibrada e do centro político e, portanto, naturalmente, assumi quais são as minhas preferências em termos de referências ideológicas”, respondeu.

Logo a seguir, porém, voltou a visar Marques Mendes e António José Seguro a propósito dos problemas no setor da saúde.

“Um disse que a culpa não é da área superior da gestão política, mas, antes, dos operacionais. Acho isso miserável. E o outro, o que diz é que nós temos que fazer um pacto de regime, que é mais uma generalidade”, acrescentou.

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