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Migrações: Portugal disponível para acolher até 35 pessoas resgatadas pelo navio humanitário Ocean Viking

LUSA
23-08-2019 09:34h

O Governo anunciou esta quinta-feira que Portugal está disponível para acolher até 35 refugiados de um total de 356 resgatados pelo navio humanitário Ocean Viking, que se encontra no canal da Sicília, entre Malta e a ilha italiana de Lampedusa.

Num comunicado conjunto, os Ministérios da Administração Interna e dos Negócios Estrangeiros explicam que a disponibilidade manifestada surge em resposta a um apelo da Comissão Europeia.

O Ocean Viking está há 10 dias à espera da autorização para atracar num porto europeu seguro.

“Portugal, França, Alemanha, Roménia e Luxemburgo são os países que manifestaram até agora disponibilidade para receber algumas das pessoas deste grupo, num gesto de solidariedade humanitária e de desejo comum de fornecer soluções europeias para a questão da migração e das tragédias humanas que se verificam no Mediterrâneo”, referem os ministérios no comunicado.

Segundo o Governo, Portugal tem participado ativamente em todos os processos de acolhimento, nomeadamente dos resgatados pelos navios Open Arms, Lifeline, Aquarius I, Diciotti, Aquarius II, Sea Watch III, Alan Kurdi e outras pequenas embarcações, tendo o país acolhido desde 2018 um total de 132 pessoas.

Contudo, apesar desta disponibilidade solidária o Governo português defende uma solução europeia integrada, estável e permanente para responder ao desafio migratório.

Um médico a bordo do navio “Ocean Viking”, que transporta 356 pessoas resgatadas ao largo da Líbia, disse hoje que a situação se deteriora todos os dias e defendeu o desembarque imediato dos migrantes num local seguro.

“Há 13 dias que 356 pessoas vulneráveis estão presas a bordo do ‘Ocean Viking. Todos os dias vemos a situação deteriorar-se”, indicou Luca Pigozzi num balanço da situação a bordo do navio de busca e salvamento fretado pelar organizações Médicos sem Fronteiras e SOS Mediterrâneo.

O médico alertou que há pessoas a bordo cuja condição médica se pode tornar crítica de um momento para o outro e exigir que sejam retirados e defende que “todas as 356 pessoas a bordo devem poder desembarcar num local seguro agora”.

O navio fez vários pedidos a Malta e Itália para o desembarque dos migrantes, sem sucesso.

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