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China intensifica operações de resgate após sismo no Tibete que causou 16 mortos

LUSA
23-10-2026 04:33h

A China intensificou hoje as operações de resgate após o sismo de magnitude 7 que atingiu, na quinta-feira à noite, o Tibete, no oeste do país, provocando pelo menos 16 mortos e 54 feridos.

Segundo o mais recente balanço divulgado pela agência de notícias oficial chinesa Xinhua, o número de feridos aumentou face aos 32 inicialmente comunicados durante a madrugada, quando as autoridades indicaram também que 11 pessoas se encontravam em estado grave e mais de 300 famílias tinham as habitações destruídas ou danificadas.

O Ministério da Gestão de Emergências elevou do nível IV para o nível III a resposta nacional à catástrofe, numa escala de quatro níveis em que o nível I representa a gravidade máxima, e enviou para a região uma equipa liderada pelo diretor da Administração Sismológica da China, Wang Kun.

O Presidente chinês, Xi Jinping, ordenou que os esforços se concentrassem na procura de sobreviventes e na assistência aos feridos, além de garantir alojamento às populações afetadas e reparar as infraestruturas danificadas, segundo a Xinhua.

Xi alertou para as dificuldades colocadas pela elevada altitude da região, pelas baixas temperaturas e pela possibilidade de réplicas, enquanto o primeiro-ministro, Li Qiang, apelou ao reforço da vigilância sísmica e à prevenção de desastres secundários.

As autoridades mobilizaram centenas de elementos das equipas de resgate e profissionais de saúde para as localidades afetadas, enquanto mais de 1.600 pessoas participavam nas operações de emergência no distrito de Baqing, segundo a imprensa local.

Foram também enviadas tendas, cobertores e outros bens de primeira necessidade para apoiar as populações afetadas.

O sismo provocou ainda derrocadas em vários troços da estrada nacional G317, que foram desobstruídos durante a madrugada.

O Ministério dos Recursos Naturais ativou igualmente uma resposta de nível III para prevenir possíveis deslizamentos de terras e outros riscos geológicos.

O abalo ocorreu na quinta-feira, às 22:33 (15:33 em Lisboa), com epicentro no distrito de Baqing, pertencente à cidade de Nagqu, a uma profundidade de dez quilómetros, segundo o Centro de Redes Sismológicas da China.

A zona afetada situa-se no planalto tibetano, a cerca de 4.800 metros de altitude, numa região de elevada atividade sísmica, onde as baixas temperaturas dificultam as operações de resgate.

Até às 07:00 de hoje (00:00 em Lisboa) foram registadas 413 réplicas, a mais forte das quais de magnitude 4,3, segundo a Rede Sismológica da China.

Em janeiro de 2025, outro sismo de magnitude 6,8, registado no distrito tibetano de Dingri, provocou pelo menos 126 mortos e elevados danos materiais.

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