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Linha de prevenção do suicídio dos Açores com 191 chamadas em cinco meses

Lusa
15-10-2026 17:25h

A Linha Regional de Prevenção do Suicídio dos Açores registou, nos últimos cinco meses, 191 chamadas associadas a situações de doença mental e 600 desde a sua entrada em vigor, revelou hoje o Governo Regional.

Durante a sessão de abertura das I Jornadas de Psicologia da Unidade de Saúde de Ilha de São Miguel, a secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, destacou o reforço que tem vindo a ser realizado na área da saúde mental na região.

Segundo uma nota de imprensa, apesar das cerca de 600 chamadas registadas desde novembro de 2025, a análise dos contactos permitiu identificar situações de chamadas indevidas, sendo que está a ser preparada uma “adequação técnica do número associado à Linha Regional de Prevenção do Suicídio, procurando reduzir este tipo de ocorrências e garantir que esta resposta fica cada vez mais direcionada para quem efetivamente necessita de apoio”.

Entre os contactos recebidos nos últimos cinco meses foram identificados 191 registos associados a doença mental, bem como cinco relacionados com situações de autoagressão e 24 referentes a pessoas com história psiquiátrica significativa, adianta-se.

Citada na nota de imprensa, Mónica Seidi referiu que se tem vindo a fazer um investimento “muito significativo na saúde mental, quer através do reforço das respostas de proximidade, quer ao nível da prevenção”.

“Queremos continuar a consolidar uma resposta multidisciplinar, próxima e articulada, capaz não apenas de atuar perante situações de maior vulnerabilidade, mas também de apostar cada vez mais na prevenção e na promoção da saúde mental”, disse a governante.

A Linha Regional de Prevenção do Suicídio “é um instrumento concreto de apoio à população, mas tão importante como assegurar este primeiro contacto é garantir capacidade de resposta e acompanhamento no terreno”, segundo afirmou.

De acordo com o Governo Regional, a prevenção do suicídio está a ser trabalhada numa lógica integrada com as restantes respostas do Serviço Regional de Saúde, nomeadamente através da articulação com as equipas comunitárias de saúde mental, reforçando a capacidade de acompanhamento das pessoas após a sinalização inicial.

Até 30 de setembro de 2026, as nove ilhas dos Açores já dispunham de equipas comunitárias de saúde mental constituídas, envolvendo cerca de 50 profissionais de diferentes áreas, entre médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais.

Nos dados de atividade já apurados relativos às equipas de São Miguel, Corvo, Faial e Pico, foram realizados 1.176 atendimentos presenciais, 93 atendimentos domiciliários e 263 atendimentos não presenciais.

Para além do acompanhamento individual, a intervenção destas equipas abrange ações na comunidade e de literacia em saúde, nomeadamente em contexto de saúde escolar, iniciativas no âmbito da saúde ocupacional, a criação de grupos de apoio ao luto, a formação de profissionais de saúde e diferentes ações de promoção da saúde mental.

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