O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças informou hoje que vai reforçar a sua presença na República Democrática do Congo, com dois epidemiologistas que viajarão esta semana, para continuar a ajudar no combate à epidemia de Ébola.
A decisão foi tomada "perante a gravidade da situação" na República Democrática do Congo (RDCongo), nação vizinha de Angola, onde os dois especialistas enviados permitirão reforçar a vigilância e a resposta geral à epidemia, segundo detalhou a diretora do centro europeu (ECDC, na sigla em inglês), Pamela Rendi-Wagner.
O organismo europeu precisou que o risco de importação para a União Europeia/Espaço Económico Europeu (UE/EEE) a partir da região "continua a ser muito baixo" e, embora seja "possível" em casos esporádicos, é "improvável" que ocorram múltiplas importações independentes, mesmo num cenário "pessimista" em que o número de casos continue a aumentar nas regiões afetadas.
Desde o início da epidemia, em maio, o ECDC tem destacado especialistas para a RDCongo com o objetivo de apoiar os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças de África (CDC África).
O destacamento desta semana é realizado sob a liderança do Ministério da Saúde da RDCongo e da Organização Mundial da Saúde (OMS), bem como sob a coordenação do Grupo de Trabalho de Saúde da UE.
A atual epidemia já matou 3.699 pessoas e já se confirmaram 7.672 casos, sendo que 23 mortes e 58 casos ocorreram nas últimas 24 horas, assinalou hoje o Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) no seu mais recente boletim epidemiológico.
O instituto assinalou também que durante o último dia confirmaram-se 15 altas de doentes diagnosticados com Ébola, o que eleva para 1.879 as pessoas que superaram a doença, com 886 hospitalizados ou em isolamento neste momento.
O INSP realçou que, por isso, a taxa de mortalidade até ao momento se situa nos 48,2%.
O atual episódio de Ébola na RDCongo é já o mais mortífero da História do país, superando o registado entre 2018 e 2020, segundo os dados da OMS.