O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, considerou hoje ser “justo e adequado” que o Estado ajude o município em intervenções futuras nos centros de saúde da cidade.
“Ainda estamos a avaliar, mas temos cinco outras infraestruturas em que queremos intervir, ou que queremos construir. E (…) vamos também tentar apelar ao poder central para de alguma maneira poder compartilhar e ajudar-nos neste esforço, parece-me justo e adequado”, afirmou hoje Pedro Duarte.
O autarca falava hoje aos jornalistas na obra do futuro Centro de Saúde do Cerco, em Campanhã, e após ter visitado várias empreitadas da empresa municipal Go Porto em infraestruturas de saúde na cidade.
A autarquia concluiu recentemente a reabilitação de dois centros de saúde - o Centro de Saúde da Foz e o Centro de Saúde do Vale Formoso - que conseguiram financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), mas tem a decorrer mais três empreitadas que estão a ser financiadas pelo próprio município: o Centro de Saúde Garcia de Orta/Homem do Leme, o Centro de Saúde do Carvalhido e o Centro de Saúde do Cerco.
A autarquia já tinha identificados, em 2024, mais centros de saúde cuja reabilitação poderia beneficiar do PRR, mas deixou cair algumas candidaturas devido aos prazos apertados e por ausência de informação sobre estes edifícios cedida pela altura da transferência de competências na área da saúde.
“Por um conjunto de circunstâncias que não foram responsabilidade do município, aquilo que era um plano de investimento em centros de saúde aproveitando o PRR não foi possível de ser executado”, relembrou hoje Pedro Duarte.
Estas intervenções da Câmara do Porto ascendem aos 10,6 milhões de euros e o autarca garante estar a avaliar e a estudar a “probabilidade de mais do que duplicar esse investimento no futuro” para dar resposta aos outros espaços onde identificaram necessidades de intervenções.
“Mas agora já estamos a fazer um esforço que eu atrevo-me a dizer que é único no país, não creio que haja um outro município com um investimento desta natureza nos seus centros de saúde”, acrescentou.
A conclusão da empreitada do Centro de Saúde Garcia de Orta/Homem do Leme está prevista para julho de 2028, a do Centro de Saúde do Carvalhido para maio de 2028 e a do Centro de Saúde do Cerco para fevereiro de 2027.
Em junho, em reunião de executivo, a vereadora Gabriela Queiroz, que detém o pelouro da Coesão Social, Saúde e Proteção Civil, partilhou saber que estava a ser feito “um mapeamento nacional de tudo aquilo que ficou fora do PRR, precisamente para depois se encontrarem as novas formas alternativas de financiamento", estando o município a "fazer mais do que aquilo que era a sua obrigação inicial", uma vez que, com a transferência de competências, "esta obrigação, pelo menos a de suporte do valor de financiamento destas reabilitações, ou construções, ou adaptações, é obviamente do Estado central".