A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou um centro de dados de saúde para reunir informações que facilitem o acesso, análise e utilização de elementos fiáveis pelos países africanos, anunciou hoje o escritório da organização para África.
O Centro Regional de Dados de Saúde (RDHUB, na sigla em inglês), “reúne informações de saúde de toda a região para facilitar o acesso, a análise e a utilização de dados fiáveis pelos países, visando tomar decisões que melhorem os resultados de saúde", detalhou o Escritório Regional da OMS para a África.
Num comunicado acrescenta que, em toda a região africana, os governos dependem de informações de saúde oportunas e fiáveis para responder a surtos de doenças, melhorar a saúde materna e infantil, planear serviços de saúde e alocar recursos.
"No entanto, os dados necessários para orientar essas decisões encontram-se frequentemente fragmentados em múltiplos sistemas, tornando difícil obter uma visão completa e atualizada da saúde da população", considerou.
Assim, o RDHUB, lançado durante a septuagésima sexta sessão do Comité Regional da OMS para a África (RC76), realizada em Adis Abeba, Etiópia, de 25 a 27 de agosto, visa responder a esse desafio.
Concretamente, o programa conecta dados de diferentes programas de saúde e sistemas de informação.
"Ao reunir informações relevantes, a plataforma permite aos utilizadores explorar tendências, comparar progressos e identificar prioridades de saúde emergentes", acrescentou.
"A plataforma inclui atualmente 53 conjuntos de dados e 7.965 indicadores. Todos os indicadores foram formalmente registados, tendo os seus metadados sido definidos e validados em colaboração com os agrupamentos da OMS e os países", explicou a agência.
O projeto, que é visto como um complemento aos sistemas de saúde nacionais, foi conceptualizado para apoiar todos os 47 Estados-membros da região africana da OMS, "bem como instituições de saúde pública, investigadores, parceiros de desenvolvimento e outros utilizadores", referiu.
"A fase seguinte focar-se-á igualmente no reforço da integração de conjuntos de dados diversos, permitindo um melhor cruzamento de informações e uma compreensão mais holística das situações de saúde em toda a região", concluiu.