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Cerca de 15.800 mortes relacionadas com o calor este verão na Alemanha

Lusa
27-08-2026 10:05h

Cerca de 15.800 pessoas morreram até 16 de agosto na Alemanha devido às ondas de calor, alcançando um novo máximo, segundo estimativas publicadas hoje pelo Instituto Robert Koch (RKI), a autoridade de saúde pública da Alemanha.

O recorde anterior de 14.000 vítimas mortais foi estabelecido na semana passada e incluía dados recolhidos em todo o país até 09 de agosto.

As pessoas com 75 anos ou mais foram as mais afetadas pela canícula, especificou o relatório semanal do Instituto Robert Koch.

Segundo o RKI, 9.600 das 15.800 mortes ocorreram durante a semana particularmente quente entre 22 e 28 de junho, quando a Alemanha registou temperaturas recorde, ultrapassando os 41 graus Celsius em algumas zonas.

Entre o final de julho e meados de agosto, outro período de calor excecional, foram registadas aproximadamente 4.000 mortes relacionadas com ondas de calor no país mais populoso da União Europeia, com 82 milhões de habitantes.

O anterior máximo de mortes relacionadas com o calor era de 8.900 mortes e ocorreu em 2018, de acordo com os dados do RKI.

Este número de mortes é estimado através de métodos estatísticos, comparando o número de mortes ocorridas durante as semanas de verão com e sem onda de calor.

Tal sucede, porque o calor não pode ser indicado como causa da morte nas certidões de óbito.

O calor raramente causa a morte de forma direta, como acontece, por exemplo, num caso de insolação.

Na maioria dos casos, a morte é causada por uma combinação de temperaturas elevadas e doenças pré-existentes, tais como doenças cardiovasculares, pulmonares ou renais, que levam à morte.

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