Cabo Verde passou a integrar o comité que acompanha o Fundo Africano para as Emergências de Saúde Pública (APHEF), com o ministro da Saúde, Lúcio Miranda Fernandes, a ser eleito na Etiópia vice-presidente do órgão.
"O país passa a integrar a liderança responsável por acompanhar a implementação do fundo, assegurando maior transparência, rigor na governação e eficácia na aplicação dos recursos continentais", refere o Ministério da Saúde em comunicado.
A eleição de Lúcio Miranda Fernandes ocorreu durante a reunião de operacionalização da estrutura reconstituída do fundo, à margem da 76.ª sessão do Comité Regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para África, que decorre em Adis Abeba até sexta-feira.
O mandato de Cabo Verde na vice-presidência é de dois anos e tem início em agosto de 2026.
A presidência do comité fica a cargo do Quénia, representado pelo secretário do Tesouro Nacional e Planeamento Económico, John Mbadi.
A participação na liderança do comité não implica a gestão direta das verbas do fundo nem a concessão automática de financiamento a Cabo Verde, segundo o Ministério da Saúde.
O Ministério da Saúde considera que a eleição de Cabo Verde reconhece a credibilidade técnica e a diplomacia sanitária do país na construção de respostas regionais a crises de saúde pública.
A tutela acrescenta que a eleição reforça a participação de Cabo Verde nos fóruns africanos de decisão, num contexto de desafios relacionados com doenças emergentes e com os efeitos das alterações climáticas na saúde.
O APHEF é um instrumento financeiro continental destinado a mobilizar recursos de forma rápida, previsível e flexível para responder a epidemias e outras emergências de saúde pública.