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Ministro da Saúde moçambicano vai para o bloco liderar cirurgias complexas

Lusa
24-08-2026 07:11h

O ministro da Saúde moçambicano, cirurgião, lidera hoje uma missão no Hospital Provincial de Chimoio que vai operar 11 doentes, incluindo cinco casos complexos que anteriormente exigiam transferência para hospitais de referência, aproximando cuidados especializados das populações.

A missão liderada por Ussene Isse reúne 22 profissionais de saúde e contempla, entre outros procedimentos, cirurgias a três doentes com bócio, um doente com cancro da mama após tratamento de quimioterapia e um doente com hérnia inguinal, segundo informação do Ministério da Saúde.

"Em circunstâncias anteriores, [os cinco casos complexos] poderiam implicar a transferência para outras unidades sanitárias de referência", refere o ministério, acrescentando que a realização das intervenções na própria província, centro de Moçambique, significa "menos deslocações, menores encargos e maior proximidade do tratamento" para os doentes e respetivas famílias.

A iniciativa é liderada diretamente por Ussene Isse, de 55 anos, médico há mais de três décadas e especialista em cirurgia geral, que participa nas operações. Em março de 2025, o governante trocou igualmente o gabinete pelo bloco operatório em Nampula, norte do país, onde liderou uma equipa que removeu um tumor de cerca de 500 gramas do pescoço de uma paciente.

"Foi com muito gosto que o fiz, porque sabem que é minha paixão ser cirurgião, eu gosto de operar. Apesar de estar a ocupar este cargo político, sempre continuarei a dar o meu apoio, sempre que for possível, onde eu estiver", afirmou então o ministro.

Segundo o Ministério da Saúde, além de responder aos doentes que aguardam tratamento, a missão em Chimoio pretende reforçar as competências dos profissionais locais através da formação em serviço, envolvendo cirurgiões médicos residentes, licenciados em cirurgia, anestesiologista, instrumentistas, circulantes e pessoal de apoio.

"A intervenção traduz uma abordagem que procura levar maior capacidade de resposta para junto das populações, permitindo que procedimentos de maior complexidade sejam progressivamente realizados nas unidades sanitárias provinciais", indica.

O ministério acrescenta que o resultado esperado é "duplo": tratar os doentes que necessitam de intervenção e fortalecer a capacidade local para responder a outros casos no futuro, reduzindo progressivamente a necessidade de transferência de pacientes para outras unidades sanitárias do país.

As cirurgias decorrem desde as 08:00 (07:00 em Lisboa) no bloco operatório do Hospital Provincial de Chimoio.

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