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Almada: Mais de um mês depois da crise no abastecimento de água situação está estável - SMAS

LUSA
21-08-2026 12:58h

Mais de um mês após o período crítico no abastecimento de água no concelho de Almada, no distrito de Setúbal, os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS), asseguram que a situação está estável.

Numa resposta enviada à agência Lusa, os SMAS referem que os cortes noturnos de abastecimento já não se realizam, mantendo-se o fornecimento regular de água à população, assim como a realização faseada das regas públicas e privadas, no âmbito de uma gestão responsável e gradual dos recursos hídricos.

Os SMAS adiantam que estão a assegurar o acompanhamento permanente dos níveis de armazenamento e da evolução dos consumos, “uma monitorização contínua que integra a gestão regular do sistema de abastecimento e permite ajustar a operação sempre que necessário”.

Relativamente às reservas, adiantam que é expectável que os níveis médios de armazenamento se mantenham, em termos gerais, entre os 75% e os 76%.

Os serviços alertam, contudo, que estes valores podem registar oscilações naturais ao longo do dia.

Estas variações, acrescentam, estão diretamente dependentes dos picos de consumo, do período horário e das próprias condições de exploração do sistema de distribuição.

A última atualização destes dados, referente a quinta-feira, dava conta de uma reserva média na ordem dos 78%.

Desde o início de julho foram relatadas sucessivas falhas no abastecimento de água no concelho de Almada, com especial incidência na Costa da Caparica, tendo a câmara municipal decretado situação de alerta a 08 de julho, que se mantém até final de agosto.

A situação levou à realização de manifestações de protesto por parte da população.

No início de agosto, os SMAS de Almada e a Unidade Local de Saúde Almada-Seixal divulgaram dois comunicados distintos sobre a qualidade da água no concelho, indicando que é segura para consumo humano e que mantém a conformidade com os requisitos legais.

“Na sequência de informações que têm circulado sobre a qualidade da água no concelho de Almada, os SMAS esclarecem que a água fornecida pela rede pública de abastecimento continua própria para consumo humano, cumprindo integralmente os requisitos legais de qualidade”, referiam os serviços municipalizados em comunicado, adiantando que o controlo da qualidade da água é realizado de forma permanente.

Esta análise permanente, explicam, é feita através “de um rigoroso programa de monitorização e controlo operacional, complementado pela vigilância sanitária assegurada pela autoridade de saúde, que integra, desde o primeiro momento, o Gabinete de Crise criado para acompanhar a situação do abastecimento de água no concelho”.

Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Almada adiantam que, no âmbito da situação de alerta, reforçaram o número de colheitas e análises laboratoriais, bem como a monitorização dos níveis de cloro residual e o acompanhamento das novas origens de água integradas no sistema, em conformidade com as orientações da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR).

“Os resultados obtidos confirmam, de forma consistente, que a água distribuída pela rede pública mantém a conformidade com os parâmetros legais de qualidade para consumo humano, não tendo sido identificadas situações que representem risco para a saúde pública”, sustentam.

Já a Unidade Local de Saúde Almada-Seixal (ULSAS) indicou no seu comunicado que, paralelamente ao controlo operacional da qualidade da água realizado pelos SMAS, reforçou o plano de vigilância sanitária, com monitorização adicional em diversos locais das zonas de abastecimento, incluindo o acompanhamento das novas origens de água integradas no sistema.

A ULSAS adiantava que os resultados da monitorização efetuada demonstravam que “a água distribuída através da rede pública de abastecimento no concelho de Almada mantém a conformidade com os requisitos legais de qualidade para consumo humano, não tendo sido identificadas situações que representassem risco para a saúde pública, nomeadamente em termos de transmissão de microrganismos causadores de doença”.

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