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Sindicato dos Enfermeiros exige Unidade de Oncologia no Santo António no Porto

LUSA
11-08-2026 15:35h

O Sindicato dos Enfermeiros (SE) exigiu hoje a criação urgente da Unidade de Oncologia no Hospital de Santo António, no Porto, para poder concentrar doentes e profissionais de saúde num mesmo espaço.

“Os doentes do foro oncológico, por não haver vaga no serviço de hematologia, acabam por ser internados em outros serviços. É urgente criar uma unidade oncológica que acolha todos os doentes que necessitam de internamento”, assinalou o presidente do Sindicato dos Enfermeiros, Luís Silva, em comunicado.

O sindicalista referiu que esta mudança permitirá prestar melhores cuidados aos doentes oncológicos e aumentar a segurança dos procedimentos de enfermagem.

Segundo Luís Silva, o Hospital de Santo António é um hospital-escola de várias áreas científicas e com centros de investigação “muito conceituados e não se compreende que não tenha uma unidade oncológica”.

Neste momento, os doentes estão dispersos por diferentes serviços, situação que dificulta a organização das equipas e a continuidade assistencial que se recomenda a pessoas especialmente vulneráveis, reforçou.

Além desta questão, que foi abordada num encontro com o conselho de administração da Unidade Local de Saúde (ULS) Santo António, o sindicato apontou ainda a reorganização dos serviços, chamando a atenção para a situação da hematologia, atualmente integrada no serviço de nefrologia/hemodiálise.

“Esta organização deve ser repensada, tendo em conta a especificidade e crescente diferenciação das diferentes áreas”, frisou.

Além disso, o Sindicato dos Enfermeiros e o conselho de administração acordaram ultrapassar com brevidade a questão da falta de avaliação dos enfermeiros nos anos de 2023, 2024 e 2025.

Estes atrasos na avaliação destes profissionais – situação que tem impacto na progressão na carreira e nos vencimentos – está resolvida no que respeita ao corrente ano e os anos em falta também estão em processo de resolução, assinalou.

O sindicato destaca que são centenas os enfermeiros que estão a ser prejudicados por esta situação e que veem agora o problema prestes a ser ultrapassado.

Outro dos temas em cima da mesa foi a não aplicação das benesses de penosidade aos enfermeiros que trabalham em áreas especialmente desgastantes como a oncologia ou a saúde mental e a “crónica carência” de enfermeiros.

“A tutela tem de autorizar mais bolsas de recrutamento de enfermeiros generalistas, mas também de enfermeiros especialistas e gestores para assegurar a qualidade dos serviços prestados”, enfatizou o sindicato.

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