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Ébola: Autoridades descartam casos em barco que navegava para a capital da RDCongo

LUSA
10-08-2026 17:18h

As autoridades da República Democrática do Congo (RDCongo) descartaram a existência de casos suspeito de Ébola num barco, com mais de 255 passageiros, intercetado na quinta-feira, anunciou o ministro da Saúde congolês.

"Não há casos de Ébola em Kinshasa, [capital da RDCongo]. O navio proveniente de Mongala está em viagem há mais de 22 dias. Passados 21 dias, não foi detetado nenhum caso", declarou Roger Kamba aos órgãos de comunicação social locais no domingo.

O alerta foi ativado após a morte de um passageiro que desembarcou do navio com sintomas compatíveis com a doença, como febre, diarreia e vómitos, e as autoridades congolesas não conseguiram recolher qualquer amostra para confirmar o caso em laboratório.

Além disso, um relatório errado indicava que a embarcação procedia de Kisangani, uma zona afetada pela epidemia de Ébola, embora, na realidade, procedesse de Mongala, que até ao momento está livre do vírus.

Pelo menos sete pessoas a bordo apresentavam sintomas, embora todas tenham obtido resultados negativos nos testes laboratoriais.

A RDCongo declarou, com várias semanas de atraso, o seu 17.º surto de Ébola a 15 de maio, que entretanto evoluiu para epidemia, em províncias do leste e nordeste do país.

Um total de 4.209 casos confirmados, incluindo 1.916 mortes, foram reportados pelas autoridades da RDCongo desde o início da epidemia.

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), de visita à RDCongo, declarou na quarta-feira que "é urgente intensificar massivamente todos os esforços", após uma reunião em Kinshasa com organizações envolvidas na resposta à epidemia.

O Ébola, transmitido pelo contacto com fluidos corporais e causador de febre hemorrágica, já matou mais de 15 mil pessoas em África nos últimos 50 anos.

A epidemia em curso alastrou nos últimos dois meses a cinco províncias da República Democrática do Congo: Ituri, Kivu do Norte, Kivu do Sul, Haut-Uélé e Tshopo.

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