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Técnicos de emergência lamentam não terem sido ouvidos sobre nova formação

Lusa
05-08-2026 12:40h

O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) lamentou que estes profissionais não tenham sido ouvidos sobre o acordo para formação com a Escola Superior de Saúde e questionou a legitimidade do ato, estando o presidente em gestão.

“Não deixa de ser curioso, e é de lamentar, que não ouçam as entidades representantes do setor, como nós”, disse à Lusa o presidente do STEPH, Rui Lázaro, que reagia à assinatura do protocolo do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) com a Escola Superior de Saúde de Lisboa (ESSL) e a Associação Portuguesa da Emergência Pré-Hospitalar (APEPH) para a criação do novo Curso Técnico Superior Profissional (CTeSP) na área da Emergência Pré-Hospitalar.

O responsável recordou que o Conselho Diretivo do INEM está em gestão até serem nomeados os dirigentes – na sequência da aprovação dos novos estatutos – e questionou: “Se calhar nem tem autoridade legal para assinar isto estando em gestão”.

Numa informação anterior remetida à agência Lusa, a ESSL apontou a abertura do curso para o ano letivo de 2027/2028, lembrando que este calendário depende do processo formal de registo junto da Direção-Geral do Ensino Superior e da aprovação pelos órgãos próprios da ESSL.

Hoje, em declarações à Lusa, Rui Lázaro considerou positivo o princípio de haver um curso superior para estes profissionais, mas sublinhou: “é pena que a projeção seja daqui a décadas”.

Segundo explicou, os cursos CTeSP têm normalmente entre 20 e 30 formandos por ano e este, se correr tudo como previsto, deverá entrar em funcionamento em 2027/2028, o que significa que só daqui a três anos é que os primeiros formandos terão a formação concluída.

“Há 20 mil parceiros para formar, entre bombeiros e Cruz Vermelha. São 100 anos. O mais rápido, que era o que estava a acontecer, era pegar nos seis meses da formação técnica TEPH e começar a dá-la aos parceiros. Era isto que estava em cima da mesa”, acrescentou.

O responsável reconheceu que a associação envolvida no acordo tem uma “vasta experiência na formação de bombeiros, tripulante de ambulância de socorro e transporte”, mas sublinhou: “Não são especialistas de coisa nenhuma”.

“Alguém que é formador de cursos TAS de bombeiros, que são 200 horas, que é manifestamente pouco, isso não lhe dá currículo para ser professor de um curso de emergência médica de dois anos”, acrescentou.

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