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PS questiona Governo sobre "constrangimentos recorrentes” na ULS Alto Alentejo

Lusa
09-07-2026 15:35h

O PS exigiu esclarecimentos do Governo sobre alegados “constrangimentos recorrentes” nos serviços de urgência da Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo, invocando “elevada preocupação” por parte da população e profissionais de saúde.

A pergunta foi entregue na Assembleia da República, destinada à ministra da Saúde, Ana Paula Martins, e é assinada por sete deputados socialistas, entre os quais os eleitos por Portalegre, Évora e Beja, Luís Testa, Luís Dias e Pedro do Carmo, respetivamente.

No documento, consultado hoje pela agência Lusa, os parlamentares reportam situações relacionadas com constrangimentos nos serviços de urgência da ULS do Alto Alentejo, sobretudo no hospital de Portalegre, alegadamente entre dezembro de 2025 e junho deste ano.

Os deputados argumentam que, “ao longo do último ano”, têm recebido, “através de utentes” daquela ULS, “informação reiterada sobre sucessivos encerramentos e constrangimentos” em diversos serviços.

Nesse sentido, os deputados afirmam querer saber que serviços das unidades hospitalares integradas na ULS do Alto Alentejo – hospitais de Portalegre e de Elvas - estiveram encerrados, total ou parcialmente, ou sujeitos a constrangimentos operacionais ao longo dos últimos 12 meses.

“Para cada episódio, qual a unidade hospitalar, o serviço afetado, o período de duração, a causa concreta do constrangimento ou encerramento e o número estimado de utentes cujo atendimento foi desviado para outras unidades de saúde”, questionam os parlamentares do PS.

Os socialistas acrescentam que querem igualmente apurar quantos episódios de encerramento ou constrangimento se registaram, por especialidade e por unidade hospitalar, durante o mesmo período.

E qual o número de dias em que a Urgência de Obstetrícia e Ginecologia esteve encerrada, pode ler-se no documento, em que é perguntado também como qual o número de dias em que a Urgência de Ortopedia funcionou sem médico especialista.

“Que avaliação faz o Ministério da Saúde do impacto destes constrangimentos na acessibilidade aos cuidados de saúde da população do Alto Alentejo e nos tempos de resposta do INEM e do CODU”, questionam.

Quais as medidas concretas que a administração da ULS do Alto Alentejo tem vindo a adotar para assegurar o preenchimento das escalas médicas e “evitar a repetição” destes episódios e que medidas adicionais pretende o Governo implementar, com que calendário e com que recursos, para estabilizar a situação e assegurar que situações desta natureza “deixem de ocorrer de forma recorrente”, são as outras questões.

A ULS do Alto Alentejo é composta pelos hospitais de Portalegre e Elvas e 16 centros de saúde distribuídos pelos 15 concelhos, que compõem o distrito de Portalegre.

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