A prescrição eletrónica de medicamentos esteve indisponível hoje de manhã, durante cerca de 18 minutos, devido à intervenção que está a ser feita no sistema na sequência da falha de energia registada na sexta-feira.
Fonte dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), que gere todos os sistemas de informação e infraestruturas tecnológicas do Serviço Nacional de Saúde (SNS), adiantou à Lusa que, “de manhã, a prescrição esteve indisponível durante 18 minutos”.
“Não temos mais nenhum sistema indisponível”, referiu a mesma fonte, avançando que os SPMS continuam a trabalhar nos sistemas para os robustecer, depois dos constrangimentos verificados na sexta-feira devido a uma falha de energia.
As dificuldades temporárias de hoje no acesso à prescrição eletrónica de medicamentos foram também confirmadas à Lusa pela presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF), adiantando que o mesmo já tinha acontecido na segunda-feira de manhã, durante cerca de 30 minutos.
Segundo Ema Paulino, no período em que se registaram dificuldades no sistema, as farmácias tiveram de solicitar o acesso várias vezes para poderem dispensar os medicamentos aos utentes.
“Já não temos `reporte´ das farmácias” de mais constrangimentos, referiu a presidente da ANF, para quem a situação hoje verificada, que durou menos de 20 minutos, não teve o impacto registado aquando da falha energética de sexta-feira.
Ema Paulino salientou ainda que os SPMS estão a “monitorizar a situação”, sendo necessário agora esperar pela manhã de quarta-feira para ver se as dificuldades de acesso estão ultrapassadas, uma vez que essa é a altura do dia em que se verifica habitualmente uma sobrecarga do sistema.
Na sexta-feira, os SPMS, que operam um centro de dados localizado no Porto, confirmaram que uma falha de energia causou perturbações no acesso a serviços e sistemas de informação do SNS, adiantando que estavam a ser progressivamente repostos.
No sábado, as falhas nos sistemas de informação do SNS verificada no dia anterior continuavam a provocar constrangimentos na prescrição de receitas e no acesso a consultas, de acordo com fonte sindical.