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Icor garantiu cirurgias cardíacas a mais de 3.000 crianças moçambicanas em 25 anos

LUSA
05-06-2026 13:53h

Mais de três mil crianças moçambicanas, cujos familiares não dispunham de recursos para o tratamento, beneficiaram de cirurgias cardíacas gratuitas no âmbito de atividade humanitária no Instituto do Coração (Icor), avançou hoje a instituição, a celebrar 25 anos.

“O Instituto do Coração, neste momento, já operou mais que 3.000 crianças, das quais 90% totalmente gratuita”, disse aos jornalistas, em Maputo, a fundadora e diretora geral do Icor, Beatriz Ferreira, à margem da reunião científica da comemoração dos 25 anos da instituição privada.

A responsável avançou que o total das cirurgias cardíacas realizadas em todos o país resultam da atividade humanitária da instituição, reconhecendo que por ser “extremamente onerosa”, vários países da África subsaariana “não têm acesso”, apesar de registarem mais doenças reumática e cardiopatia congénita, que “só podem ser resolvidas com um ato cirúrgico, muitas vezes, ou um ato de cardiologia, de intervenção de cateterismo”.

Fundado em 2001 para proporcionar às crianças moçambicanas de famílias economicamente desfavorecidas acesso gratuito a cirurgia cardíaca e cateterismo, o Icor tornou-se uma referência nacional na área cardiovascular, tendo realizado mais de 3.000 cirurgias de coração aberto desde a sua criação.

Só em 2026, assegurou Beatriz Ferreira, o Icor realizou 200 atividades de cateterismo em adultos e crianças, além de outras atividades de cardiologia clínica e restantes áreas da medicina, que asseguram os recursos da instituição.

“As pessoas que vão ao Instituto Coração não sabem, mas estão a contribuir para ajudar as crianças cardíacas pobres, porque ao pagarem os seus tratamentos, estão a contribuir para que o Instituto possa dar [cirurgia] gratuita às crianças cardíacas que não têm recursos para poder custear o seu tratamento”, explicou a fundadora da instituição, que conta cerca de 600 trabalhadores.

Segundo a diretora-geral, o instituto aposta também na formação de profissionais internos, contando atualmente, com oito formandos no Brasil.

Na sua intervenção de abertura da reunião, o ministro da Saúde, Ussene Isse, reconheceu o contributo do Icor com cirurgias que aliviam o Sistema Nacional de Saúde (SNS), encorajando a instituição a trabalhar para alcançar a certificação de qualidade.

“O Icor tem sido a primeira mão que é externa e nos oferece soluções para ultrapassar as dificuldades que nós temos”, considerou Ussene Isse.

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