A Marcha do Orgulho LGBTI+ de Lisboa, sob o lema "Nem Silêncio, Nem Medo: Existimos e Resistimos", sai às ruas da capital no sábado, com a organização a esperar uma participação maior do que nos anos anteriores.
A Comissão Organizadora da Marcha do Orgulho LGBTI+ lembrou que "a nova conjuntura política" a que se assiste "volta a colocar as pessoas e famílias LGBTQI+ em perigo, com sinais de que as conquistas das últimas décadas estão hoje em risco de retrocessos".
Em comunicado, a comissão organizadora revelou ser por esse motivo que ficou expresso no lema da 27.ª Marcha do Orgulho LGBTI+ de Lisboa de 2026: "Nem Silêncio, Nem Medo: Existimos e Resistimos".
"Num ano em que as pessoas LGBTQIA+, especialmente as pessoas trans e de género diverso, têm sido atacadas sem qualquer pudor, com tentativas de reversão de direitos adquiridos, no que seria o primeiro retrocesso a nível de Direitos Humanos desde o 25 de Abril, e em que, pela primeira vez, ao fim de décadas, Lisboa não terá o Arraial Pride em junho, a importância desta manifestação é incontestável e símbolo de orgulho e de luta da comunidade, das suas famílias e pessoas aliadas", lê-se na nota.
A organização lembrou que a Marcha do Orgulho de Lisboa (MOL) é a "maior manifestação" LGBTQI+ realizada anualmente em Portugal, tendo, em 2024 e 2025, "mais de 50 mil pessoas" enchido a Avenida da Liberdade, sendo que, este ano, a Comissão Organizadora "conta com uma participação ainda maior".
A MOL, que sairá às 16h30 do Marques de Pombal até ao Terreiro do Paço, mantém-se centrada na sua origem política, comunitária e social, afirmando-se "como a grande festa onde a diversidade é celebrada e reivindicada para que não restem dúvidas que, acima de tudo, esta é uma manifestação política de enorme relevância para a liberdade".
Conta com a participação de 17 associações e coletivos com intervenção política na área LGBTI+, feminista e antirracista, que, de forma voluntária, se juntam para trazer visibilidade e lutar pelos direitos LGBTI+.
No final da Marcha, no palco no Terreiro do Paço, será lido o Manifesto reivindicativo de 2026, os discursos das Associações e Coletivos que integram a Organização da MOL e diversas intervenções artísticas.
A Comissão Organizadora da Marcha do Orgulho LGBTI+ de Lisboa pediu a mobilização de todas as pessoas que procurem celebrar e reivindicar os direitos da comunidade LGBTI+ em Portugal.