A agência de saúde da União Africana (Africa CDC) vai investigar se uma vacina contra a estirpe Zaire do vírus Ébola poderá ser eficaz para a nova estirpe que já causou 88 mortos na República Democrática do Congo.
“Estão a ser feitos protocolos para avaliar a eficácia de uma proteção cruzada entre diferentes estirpes. A vacina cujo protocolo se encontra em desenvolvimento para estudo é a Ervebo”, revelou hoje a diretora de operações do Africa CDC, Shanelle Hall.
Na prática, aquela agência de saúde da União Africana quer saber se esta vacina Ervebo, que é eficaz contra a estirpe Zaire do Ébola, pode dar imunidade perante a nova estirpe.
A agência noticiosa Efe escreve que o surto que teve início no leste da República Democrática do Congo (RDCongo) pertence à estirpe Bundibugyo, uma variante para a qual não existem medicamentos autorizados no mercado.
A Africa CDC tinha declarado na sexta-feira que estava em curso uma nova epidemia na RDCongo, alertando para um "risco elevado de propagação" do vírus.
O ministro da Saúde da RDCongo alertou já que a taxa de mortalidade da variante Bundibugyo do Ébola é muito elevada.
O foco da epidemia foi localizado em Ituri, província do nordeste da RDCongo, que faz fronteira com o Uganda e o Sudão do Sul, onde o acesso a certas zonas é dificultado pela violência perpetrada por vários grupos armados neste país africano que faz também fronteira, a sul, com Angola.
Os dados mais recentes, citados pela Efe, indicam que este surto já causou 88 mortos e 336 casos suspeitos.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, o ébola tem uma taxa de mortalidade entre os 60% e os 80%, é transmitido por fluidos corporais e provoca febre alta, fraqueza intensa e hemorragias graves.