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Mais de 2.500 vagas para recém-especialistas no Serviço Nacional de Saúde

Lusa
11-05-2026 10:59h

Mais de 2.500 vagas para médicos recém-especialistas no Serviço Nacional de Saúde foram identificadas para concurso, entre elas 1.749 para especialidades hospitalares, 711 para Medicina Geral e Familiar e 68 para Saúde Pública.

Segundo o despacho hoje publicado em Diário da República, na área da Medicina Geral e Familiar (MGF) - os chamados médicos de família - o maior número de vagas foi identificado na Unidade Local de Saúde (ULS) Amadora-Sintra (90), seguida das ULS Arrábida (65), Loures-Odivelas (52), Região de Leiria (51), Estuário do Tejo (35), S. José (33) e Trás-os-Montes e Alto Douro (25).

Em abril, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, tinha anunciado no parlamento que iriam abrir todas as vagas para a especialidade de MGF identificadas como necessárias, mas defendeu que não podia obrigar os médicos a concorrer a zonas onde nao querem estar.

Segundo os dados divulgados em janeiro pela Administração Centra do Sistema de Saúde (ACSS), no concurso de segunda época de 2025 ficaram por preencher mais de 60% das vagas abertas, pois foram ocupadas apenas 50 das 142 que tinham aberto.

Nas especialidades hospitalares, aquela que tem maior número de vagas identificadas no despacho hoje publicado é Medicina Interna (201), seguida de Anestesiologia (126), Pediatria (109), Ginecologia/Obstetrícia (91), Cirurgia Geral (85), Ortopedia (84),Psiquiatria (73), Cardiologia (61), Medicina Física e Reabilitação (58), Medicina Intensina (55), Radiologia (54) e Gastrenterologia (51).

Na área da Saúde Pública foram identificadas 68 vagas.

Segundo o despacho, assinado pela ministra da Saúde, Ana Paula Martins, os respetivos concursos para a área hospitalar são da responsabilidade da administração de cada estabelecimento de saúde e os avisos devem ser publicados em Diário da República na próxima segunda-feira.

Quanto aos restantes (MGF e Saúde Pública), o despacho diz apenas que a abertura é da competência do conselho diretivo da Administração Central do Sistema de saúde (ACSS).

No diploma, o Governo reconhece que para atingir os objetivos de assegurar uma resposta de saúde eficaz e equitativa aos cidadãos é necessário um "esforço contínuo" de reforço dos recursos humanos em saúde, com particular destaque para os profissionais médicos, cuja disponibilidade e distribuição são "fatores determinantes" para a sustentabilidade e eficiência do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Reconhece igualmente que, apesar do esforço que tem desenvolvido, "ainda persistem assimetrias relevantes na afetação de médicos às diferentes regiões e especialidades", com "carências acentuadas" em zonas geográficas e áreas de intervenção de maior pressão assistencial.

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