O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) admitiu hoje avançar com providências cautelares para impedir a “mobilização ilegal” de internos para outros locais de trabalho, alegando que só serão especialistas após a homologação da classificação do internato.
“Estamos a falar de médicos que, apesar de ainda serem internos, estão a ser mobilizados como se fossem já especialistas. Na verdade, estes médicos só serão especialistas depois da homologação das listas de classificação final do internato médico”, o que deve acontecer em maio, adiantou à Lusa o dirigente sindical Hugo Cadavez.
Internos “estão a ser mobilizados, por exemplo, na Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Minho”, referiu o secretário regional do SIM Norte, adiantando ser do conhecimento do sindicato que também “há a intenção de mobilizar, desde já, médicos que ainda são internos” na ULS de Trás-os-Montes e Alto Douro.
“Temos conhecimento destas duas ULS, mas é uma situação que não se pode generalizar”, alertou.
Segundo Hugo Cadavez, os médicos internos que fizeram a avaliação da sua especialização entre fevereiro e março, estando agora a aguardar a homologação da classificação, “devem estar na unidade onde realizaram o internato médico”.
“Do ponto de vista legal, nem sequer podem assumir uma lista de utentes, porque ainda não especialistas”, referiu o dirigente do SIM, para quem, mesmo depois da homologação da classificação do internato, só podem ser mobilizados para outros locais de trabalho cumprindo as regras que a lei geral do trabalho em funções públicas estabelece.
O dirigente sindical avançou ainda que essas “mobilizações ilegais” de internos também se verificaram há cerca de dez anos, tendo cessado após a intervenção do sindicato.
“O SIM vai dar todo o apoio aos seus associados para impedir que haja ordens de alteração do local de trabalho que são ilegais”, assegurou Hugo Cadavez, que admitiu o recurso à via judicial se necessário, através de providências cautelares.