O 25.º Congresso Nacional do PS termina hoje em Viseu, com atenções centradas no discuso do secretário-geral reeleito, José Luís Carneiro, no qual deverá apresentar propostas para habitação, saúde e economia, e abordar o tema da legislação laboral.
Depois do dia de sábado ter sido marcado pelas tradicionais intervenções políticas das principais figuras socialistas, a primeira reunião magna da era de José Luís Carneiro encerra hoje, sendo o discurso do secretário-geral reeleito o momento mais aguardado.
Fonte do PS adiantou à Lusa que o discurso que marcará o fim do congresso será de “afirmação de uma alternativa reformista ao atual governo” e com propostas para a área da habitação, da saúde, da economia e dos rendimentos.
A reafirmação do objetivo de fazer convergir o salário médio português com o europeu num prazo de 10 anos será uma das linhas discursivas, além da apresentação de propostas para capacitar o todo o tecido empresarial.
Com o tema da reforma da legislação laboral a marcar a agenda mediática e a relação entre Governo e parceiros sociais, Carneiro não deixará o assunto de fora da sua intervenção.
No discurso de abertura desta reunião magna, na sexta-feira, o líder socialista exigiu à AD “que se decida” e esclareça se quer “convergências moderadas” com o PS ou acordos com o Chega, avisando que dirá um “rotundo não” a tentativas de desequilibrar o Tribunal Constitucional.
Hoje, entre as 09:00 e as 11:00, os delegados vão votar eletronicamente a moção global de orientação política de José Luís Carneiro, sob o lema “Contamos todos”, e eleger os órgãos nacionais, os primeiros escolhidos desde que o secretário-geral socialista assumiu a liderança do partido.
Conforme noticiado pela agência Lusa, a presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, foi a escolha da direção para encabeçar a lista à Comissão Nacional.
A eleição deste órgão gerou um incidente nos trabalhos de sábado já que a mesa do congresso rejeitou uma lista do antigo deputado Ricardo Gonçalves à Comissão Nacional por ter sido entregue com sete dos 251 nomes necessários.
Esta decisão foi contestada por socialistas que subscreveram esta lista, que adiantaram à comunicação social que tinham tido dificuldades na sua entrega por problemas de impressão, avisando que iriam "protestar junto da mesa" e depois "impugnar os atos eleitorais deste congresso".
Além da Comissão Nacional, os socialistas terão que eleger a Comissão Nacional de Jurisdição e a Comissão Nacional de Fiscalização Económica e Financeira.
Para hoje de manhã está ainda prevista a apresentação das moções setoriais – foram apresentadas 50 - que tiveram cumprido os requisitos para este momento no congresso.
Depois da proclamação dos resultados, está prevista uma homenagem evocativa a António Almeida Santos.
Na sessão de encerramento estarão entre os habituais convidados, sendo a vice-presidente do PSD Leonor Beleza, que lidera a delegação do seu partido, segundo informação adiantada à Lusa, não tendo o Chega sido convidado.
Para esta reunião magna foram eleitos 671 delegados, cerca de metade do congresso anterior.
José Luís Carneiro foi reeleito líder do PS nas diretas do meio deste mês, de novo em lista única, com 97,1% dos votos.