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PS/Madeira quer reforço de resposta nos centros de saúde para colmatar caos no hospital

Lusa
26-03-2026 13:36h

A líder do PS/Madeira defendeu hoje que o Governo Regional deve intensificar a resposta dos centros de saúde e cuidados continuados para mitigar os problemas de doentes nos corredores e fraca resposta nas urgências do hospital do Funchal.

“O sistema [de saúde] quando falha é transversalmente”, disse a dirigente socialista madeirense numa conferência de imprensa no Funchal.

Célia Pessegueiro sustentou que uma melhor resposta no serviço de Urgências do Hospital dr. Nélio Mendonça passa pelo reforço nos cuidados continuados que “tem de funcionar” para evitar que situações como a sobrecarga devido ao pico de gripe seja resolvida e não chegue à unidade hospitalar.

A responsável socialista insular manifestou preocupação por haver dezenas de enfermeiros a apresentarem declarações de escusa de responsabilidade no serviço de urgências, sendo recorrente serem noticiados problemas de acumular de doentes nos corredores por falta de espaço de camas para internamento.

Segundo Célia Pessegueiro, é um tema que “continua na ordem do dia de forma preocupante”.

Também apontou que, o facto de as ambulâncias terem de aguardar para os doentes terem vaga e serem atendidos “põe em causa a resposta em situações de urgências”, que deveriam estar disponíveis para poder dar.

“Isto também põe em risco o serviço de socorro, porque uma ambulância que fica ali meia hora, uma hora, ou até mais, é uma ambulância que não está disponível para o socorro lá fora”, alertou.

A líder socialista ainda referiu que, estando o Hospital Central e Universitário da Madeira em construção, com previsões de só estar a funcionar depois de 2030, o Governo Regional tem de fazer o planeamento atempado dos profissionais de saúde que serão necessários (médicos, enfermeiros e outros profissionais) e proceder à sua contratação, para garantir que seja dada a resposta adequada.

“Para o estado a que chegámos hoje foi determinante a falta de planeamento nos anos anteriores”, sublinhou, reforçando já ser conhecido o número de profissionais necessários nos próximos anos.

Por isso, apontou, “agora o que tem de ser resolvido é a capacidade de resposta para que profissionais possam prestar serviço à população”.

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