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Enfermeiros da ULS Almada-Seixal em greve exigem resolução de problemas

Lusa
10-03-2026 10:50h

Os enfermeiros da Unidade Local de Saúde Almada-Seixal (ULSAS) estão, desde as 10:30 de hoje, concentrados junto ao Hospital Garcia de Orta, para exigirem pagamentos de retroativos em atraso das progressões e ajustes salariais.

Os enfermeiros decretaram uma greve de 24 horas para hoje face “à total ausência de soluções” por parte do Conselho de Administração (CA) da ULSAS e aos “atrasos incompreensíveis, há mais de um ano, na aplicação das progressões”.

A Unidade Local de Saúde de Almada-Seixal (ULSAS) agrega o Hospital Garcia de Orta (Almada) e todas as unidades prestadoras de cuidados de saúde primários dos concelhos de Almada e do Seixal.

Em declarações à agência Lusa, Zoraima Prado, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), adiantou que a adesão à greve no Hospital Garcia de Orta era, cerca das 10:30, de 81%, e vários centros de saúde estavam encerrados, remetendo para mais tarde dados concretos.

Zoraima Prado adiantou que os enfermeiros da ULSAS marcaram esta greve e concentração na sequência de uma reunião com o CA, que ocorreu em 02 de março, no qual este não apresentou qualquer solução para os problemas elencados pelos profissionais.

“Os problemas prendem-se com questões de progressão que estão ligados à avaliação de desempenho em que se confirmou que o CA tem tido critérios que vão muito além daquilo que nós entendemos que a lei permite e que são arbitrários, passando, por exemplo, enfermeiros com avaliação inferior à frente de outros com avaliação superior”, indicou.

Os enfermeiros pretendem que as quotas sejam aplicadas em cada categoria e não usadas para quem o CA entende e exigem o cumprimento dos prazos e inerente progressão, uma vez que ainda não está finalizado o processo de avaliação de 2023/2024.

Segundo Zoraima Prado, esta situação tem um impacto nas progressões dos enfermeiros.

“Além disto, a ULS tem dívidas no que se refere a trabalho extraordinário realizado, dívidas dos antigos centros de saúdes, da ex-ARS [Administração Regional de Saúde] e retroativos das progressões e não assume o pagamento”, realçou.

Zoraima Prado alertou, também, para a grave falta de enfermeiros, que deverá agravar-se no período de férias, criticando o facto de o CA se recusar a informar acerca das admissões previstas.

“Foi a primeira vez que estivemos com um CA aqui na região que ocultou a informação propositadamente e isto, infelizmente, não nos dá um indicador positivo relativamente ao número de enfermeiros que pretende admitir”, disse.

Segundo o sindicato, o CA mostrou na reunião uma atitude de não resolução.

“Este CA chegou ao limite, por exemplo, de não adotar uma medida simples de atribuição de um dia de férias a todos os enfermeiros (…) e foi um não perentório”, referiu.

Perante a “atitude” do CA, os enfermeiros avançaram para a greve e concentração para exigir soluções efetivas, o pagamento de dívidas e uma atitude de resolução de problemas.

A Lusa questionou a ULSAS sobre este protesto dos enfermeiros, aguardando ainda uma resposta.

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