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Mau tempo: Leiria disponibiliza apoio psicológico aos utentes do programa Viver Ativo

Lusa
04-03-2026 18:48h

O Município de Leiria disponibiliza, a partir desta quinta-feira, apoio psicológico aos utentes do programa Viver Ativo, respondendo a uma necessidade manifestada, disse à Lusa a vereadora Ana Valentim.

“O vereador Carlos Palheira referenciou-nos que algumas pessoas do projeto estavam necessitadas de apoio psicológico, que vamos disponibilizar a partir de amanhã [quinta-feira] a quem está mais fragilizado”, adiantou a vereadora com o pelouro da Saúde e da Ação Social.

Segundo Ana Valentim, a equipa de psicólogas da Câmara de Leiria irá avaliar os utentes identificados como em situação de maior fragilidade emocional, na sequência dos impactos provocados pela depressão Kristin, que atingiu fortemente o concelho de Leiria.

Pelo menos, durante o mês de março, as pessoas terão acompanhamento psicológico, de forma individual, que “pode ser apenas de duas ou três sessões, ou mais, consoante o estado emocional de cada um”.

A Câmara Municipal de Leiria disponibilizou apoio psicológico à população, dias após a depressão Kristin. Ana Valentim revelou que os idosos, tradicionalmente mais resistentes a este acompanhamento, têm sido “muito recetivos”.

“Gostam que as equipas os visitem, com uma palavra de alento e de conforto, e sentem-se bem a conversar. Sentem essa necessidade”.

A vereadora adiantou que, entre os dias 05 e 27 de fevereiro, as equipas de psicologia da autarquia já realizaram 320 atendimentos.

Os elementos da ação social efetuaram 1.191 atendimentos sociais.

As consultas junto dos utentes do Viver Ativo decorrem entre as 09:15 e as 17:00, no Complexo Municipal de Piscinas de Leiria, onde funciona o programa.

Até ao momento, cerca de 100 utentes encontram-se inscritos para beneficiar deste apoio, informa uma nota de imprensa.

“Com esta resposta, o programa Viver Ativo reforça o seu compromisso com a promoção do bem-estar físico, psicológico e social dos seus participantes, assegurando uma intervenção atempada junto de quem necessita de acompanhamento emocional neste período”, acrescenta o comunicado.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou no dia 15 de fevereiro.

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