SAÚDE QUE SE VÊ

Hospital de Leiria disponibilizou quatro salas de cirurgia ortopédica

Lusa
30-01-2026 15:13h

O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, revelou hoje, em Leiria, que o Hospital de Santo André, nesta cidade, disponibilizou quatro salas de cirurgia ortopédica e garantiu a continuidade da atividade do domínio oncológico.

“Foi possível reforçar muito e ter quatro salas a fazer a cirurgia ortopédica para socorrer o acréscimo de lesões” relacionadas com o mau tempo, disse Leitão Amaro, à saída de uma visita ao hospital de Leiria.

O governante disse também que “foi possível também assegurar a continuidade daquilo que é atividade corrente no domínio oncológico”.

“A atividade urgente e a atividade que, sendo programada, também tem uma natureza mais urgente, como o apoio e os tratamentos oncológicos, estão sempre a ser assegurados”, acrescentou.

Segundo o ministro, encontrou na Unidade Local de Saúde (ULS) de Leiria uma “situação de tranquilidade”, com um “grande desafio” pela frente, mas com uma “resposta extraordinária”.

Leitão Amaro garantiu que a direção executiva esteve em contacto com a ULS de Leiria desde as “primeiras horas da noite e da madrugada de dia 28, a organizar não apenas o apoio a este hospital e dos serviços desta ULS, entre si e com outros, para que pudesse haver redirecionamento, seja ao primário no momento da chamada do INEM, seja depois de doentes que aqui estivessem e em algumas especialidades que pudessem precisar de assistência, designadamente em Coimbra”.

Apesar da “situação grave em muitos destes territórios”, Leitão Amaro assegurou que “o SNS [Serviço Nacional de Saúde] está com tranquilidade a mostrar capacidade de resposta a uma situação que foi de uma crise e de um evento extremo”.

Sobre o facto de existirem ainda muitos centros de saúde e unidades de saúde sem água e sem eletricidade, Leitão Amaro frisou que “as situações são bastante diferentes, porque o nível de afetação de cada centro de saúde é diferente”.

“Alguns têm danos físicos também, outros estão apenas dependentes da reposição do fornecimento de energia e de comunicações”, explicou, ao referir que os recursos estão a ser mobilizados pela prioridade, começando pelos hospitais e os serviços de urgência.

O ministro da Presidência adiantou aos jornalistas que “estão a ser repostos” e “a cada hora há mais milhares de pessoas que recuperam a energia”.

Citando informações da E-Redes, o governante afirmou que hoje de manhã “já havia muito poucas capitais de município e sedes de concelho que ainda não tinham eletricidade”.

“Previa-se que nas horas seguintes, talvez já durante o dia de hoje, todas as capitais de concelho estejam com fornecimento de energia elétrica”, adiantou, alertando, contudo, que a chegada a “cada casa, a cada fábrica, a cada loja, depende de um trabalho físico na alta tensão, mas também na baixa tensão, de reconstrução de cabos que foram cortados, de postes que caíram”.

Referindo que se trata de um “trabalho moroso”, Leitão Amaro sublinhou que “os portugueses podem confiar que está a ser feito, com a colocação de todos os recursos”.

Segundo o ministro, “há dezenas de milhares de profissionais operacionais que estão no terreno a recuperar e a assistir”.

Também os utentes que necessitam de cuidados em casa ou utilizam equipamentos a eletricidade têm a situação assegurada. “Foi extraordinário ouvir o testemunho dos responsáveis e dos profissionais desta ULS, que fizeram um esforço, reforçaram a capacidade de resposta às pessoas que estavam em casa”, apontou.

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