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Mau tempo: Doentes em oxigenoterapia do Médio Tejo devem recorrer a hospitais em caso de falha de energia

Lusa
29-01-2026 15:50h

A Unidade Local de Saúde (ULS) do Médio Tejo alertou hoje doentes em oxigenoterapia para recorrerem aos hospitais em caso de falhas de energia, garantindo que as três unidades hospitalares funcionam sem constrangimentos após a tempestade Kristin.

“Há utentes que utilizam mecanismos de ventilação com oxigénio que, caso estejam com dificuldades junto das empresas fornecedoras, devem dirigir-se a qualquer um dos nossos hospitais, informar na receção que necessitam de recarregar os equipamentos ou de oxigénio, e serão rapidamente atendidos, para que não fiquem sem tratamento”, apelou o presidente do Conselho de Administração da ULS Médio Tejo, entidade com sede em Torres Novas, no distrito de Santarém.

Em caso de falha de energia elétrica e impossibilidade de contacto com a empresa fornecedora, os utentes em tratamento respiratório domiciliário podem deslocar-se aos hospitais de Abrantes, Tomar ou Torres Novas para assegurar a continuidade dos cuidados.

Em comunicado, a ULS indica que estas unidades estão preparadas para apoiar utentes que necessitem de carregar equipamentos ou de fornecimento de botijas de oxigénio, garantindo a segurança clínica.

Em declarações à Lusa, Casimiro Ramos afirmou que “as três unidades hospitalares estão a funcionar normalmente”, apesar de terem existido situações pontuais de falhas de eletricidade, sistemas e comunicações.

“Neste momento concreto está tudo a funcionar normalmente. Nos cuidados de saúde primários há alguns centros de saúde com mais dificuldades em aceder ao sistema, nomeadamente Ferreira do Zêzere e algumas extensões em Tomar”, explicou.

Segundo o responsável, nestas unidades os atendimentos estão a ser assegurados, mas as consultas programadas estão a ser adiadas, uma vez que os registos têm de ser feitos manualmente e depois transcritos para o sistema informático.

A ULS Médio Tejo refere ainda que podem ocorrer constrangimentos pontuais ou mesmo o encerramento temporário de algumas extensões de saúde devido a problemas nas comunicações e nos sistemas informáticos e a intermitências no fornecimento de energia e água.

É o caso da extensão de saúde de Cem Soldos, em Tomar, cujos utentes devem dirigir-se à Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados de Tomar.

Casimiro Ramos apelou à compreensão da população face à situação excecional provocada pela passagem da tempestade Kristin.

“Estamos a viver uma situação de catástrofe, na verdade. Queremos pedir à população que tenha alguma compreensão”, afirmou.

A ULS garantiu que os hospitais não registam quebras no fornecimento de eletricidade ou água, nem necessidade de recorrer a geradores, e apelou à utilização responsável dos serviços de urgência, que devem ser procurados apenas em situações de gravidade ou emergência.

No âmbito do plano de contingência, os centros de saúde de Abrantes, Torres Novas e Tomar encontram-se a funcionar em horário alargado até às 22:00.

A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo anunciou que vai decretar situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade.

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