A Unidade Local de Saúde (ULS) da Região de Leiria revelou hoje que a autonomia de água é de aproximadamente dois dias, enquanto a autonomia de combustível para alimentação do gerador é de três dias, devido ao mau tempo.
No que respeita a recursos críticos, a autonomia de combustível para alimentação do gerador está “estimada em cerca de três dias”, enquanto a autonomia de água está “estimada em aproximadamente dois dias”, revela uma informação remetida à agência Lusa pela ULS.
“Mantém-se suspensa toda a atividade assistencial programada, encontrando-se a ULS focada, exclusivamente, na resposta assistencial à situação de emergência, em articulação com as entidades competentes do SNS [Serviço Nacional de Saúde] e da Proteção Civil”, esclarece.
Hoje, a ULS divulgou a suspensão da atividade programada devido ao mau tempo, estando em causa consultas, cirurgias e exames.
Numa informação nas redes sociais, a ULS informou que “suspendeu a atividade programada (consultas, cirurgias e exames)” hoje “devido às consequências das condições meteorológicas adversas das últimas horas”.
A ULS alertou os utentes em cuidados respiratórios domiciliários “para se dirigirem ao serviço de urgência sempre que surjam problemas ou agravamentos de sintomas”.
Segundo a ULS, “as equipas técnicas estão a desenvolver esforços para o rápido restabelecimento da plena operacionalidade, de modo a garantir a continuidade, a segurança e a qualidade da prestação de cuidados”.
“A situação encontra-se em monitorização permanente, desde as primeiras horas da manhã, e em articulação com a Direção Executiva [do SNS], sendo emitidas atualizações sempre que se justifique”, acrescenta.
A área de influência da ULS da Região de Leiria corresponde aos concelhos de Alcobaça, Batalha, Leiria, Marinha Grande, Nazaré, Ourém, Pombal e Porto de Mós. Compreende três hospitais (Leiria, Pombal e Alcobaça) e 10 centros de saúde.
A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rasto de destruição, causou cinco mortos e vários desalojados.
Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
A Proteção Civil está em estado de prontidão especial de nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, e há avisos meteorológicos vermelhos (nível mais grave) em toda a costa do continente.