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INEM defende “especial relevância” de acionar meios de proximidade para casos mais graves

Lusa
23-01-2026 15:10h

O INEM defendeu hoje que, nos casos mais graves, o acionamento de meios de socorro mais próximos da vítima “assume especial relevância”, considerando que o diálogo com os bombeiros tem permitido esclarecer esses critérios.

“Nas situações classificadas como prioridade 1, o acionamento por proximidade assume especial relevância para a vítima, devendo ser privilegiada a resposta mais rápida possível”, adiantou o instituto à agência Lusa.

A posição do INEM surge na sequência de uma carta enviada pela Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) ao presidente do instituto, na qual António Nunes alertou que os meios de socorro estão a ser acionados com base apenas na distância e avisou que nem sempre quem está mais perto é quem chega primeiro.

“O diálogo com a LBP tem permitido esclarecer estes princípios e trabalhar soluções que salvaguardem, em primeiro lugar, a segurança e a adequada prestação de cuidados às vítimas”, assegurou o INEM, ao salientar que as duas partes “têm mantido reuniões de trabalho sobre esta matéria, no âmbito da necessária articulação” entre as instituições.

Na carta a que a Lusa teve acesso, António Nunes referiu que a informação que lhe tem chegado indica que os Centros Operacionais de Doentes Urgentes (CODU) estão muitas vezes a acionar meios “exclusivamente com base na distância” e que isso está a prejudicar a organização territorial do socorro.

“O critério de distância tem de ser enquadrado numa matriz de circulação rodoviária, obstrução temporária de vias, horas de ponta em ambiente urbano, etc”, referiu na carta.

A LBP lembrou ainda que os bombeiros têm 90% dos transportes de urgência pré-hospitalares e que normativos técnicos internos que tenham repercussões nos bombeiros “têm de ser acordados com os bombeiros” para serem analisados em conjunto os inconvenientes e as vantagens.

Recentemente, o INEM começou a aplicar um novo sistema de atendimento das chamadas recebidas nos CODU, que prevê cinco níveis de prioridade, à semelhança da triagem usada nos hospitais.

O objetivo é “enviar a ambulância certa para a pessoa certa na hora certa”, adiantou à Lusa o presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), salientando que este novo modelo é idêntico ao que é já aplicado em vários países.

Na prática, foram definidos cinco níveis de prioridade – emergente, muito urgente, urgente, pouco urgente e não urgente -, com a classificação a resultar da avaliação clínica que é realizada pelos profissionais do CODU, com base na informação recolhida durante a chamada para 112.

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