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Cabo Verde lança vacinas contra diarreias, pneumonia e meningite

Lusa
22-01-2026 13:21h

O Governo de Cabo Verde anunciou hoje três novas vacinas gratuitas no sistema nacional para prevenir doenças diarreicas, respiratórias e meningites nas crianças, que passam a integrar o calendário de vacinação, reforçando a proteção da saúde infantil.

"A partir de fevereiro, entram no calendário nacional" as vacinas contra o rotavírus, o pneumococo e a hexavalente, que vão ajudar a "prevenir doenças diarreicas e respiratórias e a tornar a vacinação infantil mais simples", anunciou o Ministério da Saúde em comunicado.

As vacinas serão disponibilizadas gratuitamente a todas as crianças, graças ao investimento do Governo, em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo o Governo, antes, estas vacinas eram vendidas a preços elevados nas farmácias privadas e apenas uma minoria dos pais conseguia vacinar os filhos, criando dificuldades para muitas famílias.

Com esta medida, o país dá "mais um passo na proteção da saúde das crianças".

As novas vacinas protegem contra o rotavírus, que provoca diarreias graves e desidratação, o pneumococo, responsável por pneumonia, meningite e infeções do ouvido, e a hexavalente, que protege contra seis doenças numa só injeção.

O lançamento é visto como uma "oportunidade para mobilização social, sensibilização das comunidades e reforço do compromisso nacional" com a saúde infantil e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O Ministério da Saúde sublinhou ainda que Cabo Verde tem registado níveis elevados de cobertura vacinal, com taxas acima dos 95% para várias doenças, consolidando o Programa Alargado de Vacinação (PAV) como referência na sub-região africana.

"Graças ao investimento em programas e campanhas de vacinação, o país eliminou doenças que antes tinham forte impacto na mortalidade, como a poliomielite, o sarampo e a rubéola", acrescentou.

Além disso, em 2024, Cabo Verde ultrapassou os 90% de cobertura da vacina contra o Papilomavírus Humano (HPV) em adolescentes, tornando-se um dos poucos países africanos a atingir essa meta.

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