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Programa que junta apoio social e saúde no domicílio tem 56 instituições candidatas

Lusa
21-01-2026 11:52h

Um total de 56 instituições do setor social candidataram-se ao programa SAD+Saúde, um projeto-piloto que junta apoio social e cuidados de saúde no domicílio, anunciou hoje a ministra do Trabalho.

Segundo a ministra Maria do Rosário Palma Ramalho, que está a ser ouvida pelos deputados da comissão parlamentar de Trabalho, Segurança Social e Inclusão sobre o que tem sido feito nos primeiros seis meses do atual Executivo, estão atualmente a ser avaliadas 56 candidaturas.

“Trata-se de uma solução nova e, sendo uma solução nova, nós desenvolvemos como projeto-piloto. Este projeto-piloto tem, teoricamente, a duração de um ano, mas o objetivo é, de facto, transformá-lo numa resposta estrutural”, disse a ministra, explicando que o objetivo do Governo é “privilegiar as soluções que permitam às pessoas ficarem no seu meio natural de vida, na sua casa”.

O Sad+Saúde deverá prestar serviços, além do fornecimento de refeições e cuidados de higiene, como o apoio na toma de medicação, tratamento de roupa e limpeza da casa, serviços de teleassistência, apoio a pequenas obras para eliminar barreiras físicas, acompanhamento a deslocações ao exterior e apoio psicossocial.

Terá de prestar pelo menos seis dos serviços previstos e funciona em horário alargado, incluindo fins de semana e feriados, sempre que necessário e com assistência 24 horas por dia.

Os utentes do Sad+ Saúde podem acumular este serviço com outras respostas sociais, desde que de natureza não residencial, nomeadamente centros de dia, indica um comunicado do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, segundo o qual a atividade dos Sad+ Saúde será monitorizada por uma Comissão de Acompanhamento e Avaliação.

Aos projetos-piloto podem candidatar-se entidades do Setor Social e Solidário. Terão uma duração de seis meses, prorrogáveis por mais seis.

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