A ministra da Saúde recusou hoje que exista caos no Serviço Nacional de Saúde (SNS), negou que se desvalorize o que corre “menos bem” e reafirmou que não vai desistir do cargo.
“Não é que a ministra não ouça as críticas. Mas desistir é coisa que não vai acontecer. Não nos comprometemos com o povo para, nas dificuldades, desistirmos dele”, assegurou Ana Paula Martins, durante uma intervenção no Hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo.
De acordo com a governante, tal “não implica que se desvalorize o que não corre bem”.
“Sabemos o que não corre bem”, reconheceu, durante a intervenção numa cerimónia na Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM).
Lamentando críticas que considerou injustificadas, a ministra disse que a solução é persistir e manter o rumo.
“É muito mais fácil fazer do SNS uma série de situações que acontecem, ainda. Mas estamos aqui para melhorar, para trabalhar sobre elas. Se não desistirmos e persistirmos vamos conseguir. Já tem alguns resultados”, afirmou.
Ainda sobre uma eventual demissão, Ana Paula Martins disse não ter intenções de abandonar o cargo.
“Está absolutamente fora de causa que eu desista da missão que me foi entregue”.
A ministra admitiu que “há muitas situações” em que se pode melhorar, mas defendeu que o momento atual “está longe de poder ser apelidado de caos.
Para Ana Paula Martins, “caos é uma palavra muito forte, que utilizamos quando vivemos uma situação de emergência, catástrofe, descoordenação absoluta de meios”.
“Não creio que tenha sido isso que se passou”, observou.
A governante reconheceu que “houve três situações em Lisboa e Vale do Tejo que destoaram”.
“Há razões para isso. Por isso temos de investir mais em Lisboa e Vale do Tejo, no [hospital] Amadora Sintra, Beatriz Ângelo e, como foi este ano, no hospital Santa Maria”, indicou.
Segundo a ministra, “o diagnóstico está feito” e o Governo sabe “o que é preciso fazer”.