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Primeira faculdade de medicina pública de Macau vai ter quatro mil estudantes

Lusa
11-01-2026 04:28h

A Universidade de Macau (UM) anunciou que a primeira faculdade de medicina pública da região chinesa, criada em colaboração com a Universidade de Lisboa (ULisboa), vai ter quatro mil estudantes.

Num comunicado, a UM disse que a futura Faculdade de Medicina vai ser criada através da expansão da atual Faculdade de Ciências da Saúde, com o objetivo de "tornar-se uma escola de medicina de classe mundial".

A nova faculdade vai incluir departamentos de Ciências Farmacêuticas e Nutrição, Medicina Dentária e Medicina Clínica, este com um programa conjunto desenvolvido com a ULisboa, disse a UM na sexta-feira.

"Com base na experiência da Faculdade de Medicina em programas conjuntos internacionais, a UM irá expandir os programas de colaboração com universidades de renome mundial nas áreas da ciência da informação, engenharia e design", acrescentou a nota.

A universidade está empenhada em atrair estudantes internacionais, recrutar talentos de alto nível para o ensino e a investigação, construir plataformas internacionais para o intercâmbio científico e tecnológico, acolher grandes conferências internacionais e apoiar o desenvolvimento de revistas académicas.

A Faculdade de Medicina faz parte do novo campus da UM, cuja construção arrancou em 12 de dezembro, na Zona de Cooperação Aprofundada Guangdong-Macau, na vizinha Hengqin (ilha da Montanha).

O novo campus ocupará 376 mil metros quadrados na zona económica especial e a construção deverá demorar três anos, com uma inauguração parcial prevista para 2028 e a conclusão das obras em 2029.

Quatro novas faculdades irão nascer em Hengqin, incluindo as de Ciências de Informação, Design e Engenharia, assim a primeira faculdade de medicina pública de Macau.

A Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau, uma instituição privada, tem desde 2008 uma Faculdade de Ciências da Saúde, oficialmente rebatizada como Faculdade de Medicina em 2019.

Em junho, o diretor da Faculdade de Medicina da ULisboa disse à Lusa que os médicos formados na futura Faculdade de Medicina da UM poderão também exercer em Portugal.

A ULisboa está a colaborar com a UM para criar um currículo com uma estrutura "próxima daquela que é a estrutura" dos cursos na instituição portuguesa, disse Luís Graça.

Em dezembro, o vice-reitor da UM, Rui Martins, disse que o novo campus apostará em "'dual degrees' [cursos em co-tutela] com universidades estrangeiras. A medicina já está com Lisboa e agora estamos a definir para as outras faculdades".

O novo campus em Hengqin deverá permitir à UM passar dos atuais 15 mil para um máximo de 25 mil alunos, sublinhou o vice-reitor para Assuntos Globais, numa entrevista ao canal em língua portuguesa da televisão pública local TDM.

Em 18 de dezembro, a Universidade Politécnica de Macau anunciou que também vai contar com o apoio da UC para "construir, em conjunto, um campus global" em Hengqin.

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