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Governo e Federação Nacional dos Médicos assinam protocolo negocial

Lusa
09-01-2026 19:37h

Governo e Federação Nacional dos Médicos (FNAM) assinaram hoje um protocolo negocial que incide fundamentalmente nos salários e condições de trabalho dos médicos, estando já marcada a primeira reunião para dia 20.

A informação foi dada à agência Lusa pela presidente da comissão executiva da FNAM, Joana Bordalo e Sá, no final de uma reunião com o Ministério da Saúde, a Administração Pública e as Entidades Públicas Empresariais da Saúde, na sequência da exigência do sindicato para o fim do bloqueio negocial e abertura imediata de negociações.

A responsável congratulou-se com a assinatura do protocolo, mas disse esperar que o Governo cumpra com o que foi assinado.

Avisou que a FNAM irá ser “exigente e firme” e que espera do Governo “seriedade e transparência”.

Dar melhores condições aos médicos, seja no pré-hospitalar, hospitalar, urgências ou médicos de família, é permitir que mais profissionais estejam no Serviço Nacional de Saúde (SNS), que chegou ao atual estado por culpa do Governo, disse.

Recordando os constrangimentos sentidos no SNS, as três pessoas que morreram nos últimos dias à espera de socorro, as dezenas de horas que se esperam nas urgências dos hospitais, as grávidas sem cuidados de proximidade, ou os 1,5 milhões de pessoas sem médicos de família, Joana Bordalo e Sá disse que o Ministério “foi obrigado” a assinar o protocolo.

Além dos salários, o documento, disse, inclui temas como a avaliação e progresso na carreira, férias, dedicação exclusiva, revisão da jornada de trabalho semanal ou formação no âmbito do internato médico.

“A situação e fixação dos médicos no SNS vai depender da seriedade e postura” que a ministra e o Governo tiverem, avisou Joana Bordalo e Sá, acrescentando: “Esperamos que cumpram o que assinaram”.

A FNAM já tinha alertado que a reunião de hoje ia acontecer num contexto “de forte pressão” sobre o SNS e “de crescente contestação dos médicos face à degradação das condições de trabalho”, falta de respostas estruturais e dificuldade em fixar profissionais no SNS.

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