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AMAL saúda anúncio da construção do Hospital Central do Algarve, mas critica atraso

Lusa
09-01-2026 15:52h

O presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) manifestou hoje satisfação com o anúncio do Governo de avançar com a construção do Hospital Central do Algarve, considerando que se trata de um processo que “peca por tardio”.

“Acreditamos que desta vez este desejo antigo dos algarvios vai acontecer, mas peca por tardio, porque houve demasiada perda de tempo administrativo para chegarmos até aqui”, afirmou à Lusa António Pina, em reação ao anúncio governamental.

Apesar das críticas ao atraso do processo, o também presidente da Câmara de Faro sublinhou que “agora é tempo de avançar” com o projeto, com a disponibilização dos terrenos pela Associação de Municípios Loulé/Faro no Parque das Cidades.

“Vamos disponibilizar os terrenos [entre os concelhos de Faro e de Loulé] para que esse sonho antigo seja concretizado”, reforçou.

A nova unidade de saúde será construída em regime de parceria público-privada, um investimento de mais de 420 milhões de euros, anunciou hoje o ministro da Presidência no final da reunião do Conselho de Ministros.

Segundo Leitão Amaro, a obra tem um custo total estimado em cerca de 1.100 milhões de euros ao longo de 26 anos, por causa dos encargos financeiros associados ao longo do tempo.

O presidente da AMAL, entidade que agrega os 16 municípios do Algarve, exortou também o Governo a resolver outros problemas na Saúde, nomeadamente “a resposta ao socorro” pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

António Pina alertou para a situação do INEM na região, manifestando a expectativa de que a visita da ministra da Saúde em breve ao Algarve permita abordar o tema.

Segundo o responsável, o sistema de emergência médica na região “está a colapsar”, alertando que, mesmo ainda em período de inverno, “já se registam mortes por falta de assistência”, podendo a situação agravar-se no verão, quando a população residente no Algarve duplica.

“Ao período de verão junta-se ainda a época dos fogos rurais, em que são as mesmas pessoas que conduzem as ambulâncias e as mesmas que vão apagar fogos”, frisou, advertindo para “um problema grave de cuidados de saúde e também de imagem desta região que se pretende de excelência”.

O anúncio da construção do novo Hospital Central do Algarve é encarado pela AMAL como um passo decisivo para reforçar a resposta do Serviço Nacional de Saúde na região, há muito reivindicada por autarcas e população.

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