O candidato presidencial Gouveia e Melo recusou hoje o convite do responsável máximo da Misericórdia de Valpaços para visitar um lar de idosos, alegando pretender evitar o risco de contagiar utentes em plena “pandemia de gripe”.
Em Valpaços, distrito de Vila Real, o ex-chefe do Estado-Maior da Armada apenas aceitou realizar uma breve visita ao hospital desta instituição, em relação à qual elogiou os resultados que vem alcançado, principalmente no domínio dos cuidados de saúde.
“Por causa do marketing político, não vou agora comprometer a saúde de outras pessoas. Estamos perante uma pandemia de gripe. E isso não permite que se arrisque”, justificou.
Antes, o almirante tinha ouvido e explicação de que a Misericórdia de Valpaços tem 10 lares e um hospital, num total de 380 trabalhadores, gerindo cerca de 14 milhões de euros por ano. Tem ainda uma creche e jardim de infância com 200 crianças, uma pequena quinta agrícola, além de outras valências.
Segundo os seus responsáveis, ao longo dos anos, nunca deu prejuízos. E na componente hospitalar tem como meta aumentar o número de cirurgias e de consultas.
Depois do relato sobre os serviços prestados pela instituição, Gouveia e Melo defendeu que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) “tem de ter esta eficiência” em termos globais.
Defendeu então a necessidade de uma maior liberdade de gestão por parte dos administradores do SNS que, na sua perspetiva, são muitas vezes limitados por regras de contratação pública que impossibilita a adoção das “decisões mais racionais”.
“Vocês têm maior liberdade de gestão e conseguem melhores resultados”, sustentou o candidato presidencial.