O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou hoje no parlamento que os tempos de espera nas urgências diminuíram em 21% para os casos muito urgentes (pulseira laranja), afirmando que o Governo está “paulatinamente a resolver esta questão”.
“Com serenidade, sem gritos, sem politiquice, estamos paulatinamente a resolver do ponto de vista estrutural esta questão e já temos resultados”, afirmou o chefe do executivo, durante o debate quinzenal, em resposta à bancada do Chega.
Face ao mesmo período, referiu, houve uma redução de 30% do tempo de espera nas urgências dos doentes azuis e verdes (pouco urgente), de 18% para a cor amarela (urgente) e de 21 % dos utentes com prioridade laranja.
O líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, afirmou que as esperas nas urgências “continuam a aumentar todos os dias”, exemplificando que no Hospital de Santa Maria a demora no atendimento chegava hoje às 10 horas.
O primeiro-ministro reconheceu que existe “um problema que tem um contexto geográfico e também um contexto temporal”, com regiões do país e épocas do ano com maiores picos de pessoas que recorrem às urgências.
“Estamos a tentar implementar medidas corretivas para reforçar as áreas geográficas e alturas do ano que têm maior pressão”, afirmou Montenegro, que acrescentou: “Ninguém consegue resolver isto de um dia para o outro”.