O candidato presidencial André Ventura afirmou hoje que a responsabilidade da morte de um homem que esteve à espera de socorro do INEM é do Governo e da ministra da Saúde, acusando Marcelo de desaparecer em combate.
“A responsabilidade desta morte é do Governo e é da senhora ministra da Saúde”, disse o candidato e líder do Chega, que falava aos jornalistas antes de uma arruada em Samora Correia (concelho de Benavente), no distrito de Santarém, abordando o caso de um homem que terá morrido no Seixal, depois de quase três horas à espera de socorro do INEM.
André Ventura recordou que este Governo tinha um programa de emergência para executar, que previa alocação de meios e a resolução de uma boa parte dos problemas na área da saúde até ao fim de 2024 (numa legislatura que terminou precocemente em junho de 2025).
“Estamos em 2026 e nascem bebés em ambulâncias, em quartéis de bombeiros e há pessoas que morrem porque não têm atendimento do INEM”, vincou.
Questionado sobre o que faria caso fosse eleito Presidente da República, o líder do Chega disse que chamaria a ministra da Saúde e diria: “Senhora ministra, isto não pode continuar. Enquanto estiverem pessoas a morrer por falta de atendimento médico, a senhora é responsável por isso”.
Recordando que tem ouvido vários testemunhos a criticar a falta de respostas na saúde, André Ventura considerou que “um Presidente da República que honre o salário que recebe […] tem de chamar a atenção do Governo” em relação a isso.
“O nosso Presidente da República desapareceu em combate. Marcou um Conselho de Estado e desapareceu em combate. Onde é que anda o Presidente quando nós mais precisamos dele?”, questionou.
Considerando aquele caso de espera do INEM “inaceitável”, André Ventura afirmou que o Presidente da República “não pode ficar a olhar para o lado quando isto está a acontecer”, criticando Marcelo Rebelo de Sousa.
André Ventura aproveitou o momento para também renovar críticas ao candidato Marques Mendes, insistindo na ideia de que este é uma “marioneta” para cobrir o Governo de Luís Montenegro.
Questionado sobre se a demissão da ministra da Saúde resolveria o problema, o líder do Chega entendeu que contribuiria para a resolução.
“Se a ministra é incompetente, se tivermos outro ministro pode ajudar”, justificou.
O INEM abriu uma auditoria à chamada recebida na terça-feira do utente do Seixal que morreu depois de ter estado três horas à espera de socorro, anunciou hoje o presidente do instituto.