Os EUA deram um passo sem precedentes ao reduzir o número de vacinas que recomendam para cada criança, deixando imunizações, como as vacinas contra a gripe, à escolha das famílias, mas sem orientações claras.
Os responsáveis disseram que a revisão do calendário de vacinas federal não fará com que nenhuma família perca acesso ou cobertura de seguro para vacinas, mas especialistas médicos criticaram a medida, dizendo que esta poderá levar a uma menor adesão às vacinas importantes e ao aumento de doenças.
A mudança, que os responsáveis reconheceram ter sido feita sem a consulta de um comité consultivo que normalmente aconselha sobre o calendário de vacinas, ocorreu depois de o presidente Donald Trump, em dezembro, ter pedido ao Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS, na sigla em inglês) dos EUA que vissem como os países semelhantes abordam as recomendações de vacinas e considerassem também rever as suas orientações para se alinhar às deles.
O HHS disse que a comparação com 20 países semelhantes revelou que os EUA eram uma "exceção" tanto no número de vacinas como no número de doses recomendadas para todas as crianças.
Os responsáveis da agência enquadraram a mudança como uma forma de aumentar a confiança pública, recomendando apenas as vacinas mais importantes para as crianças.