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Sindicato Independente dos Médicos solidário com internistas dos Hospitais de Coimbra

LUSA
05-12-2019 20:23h

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) solidarizou-se hoje com os médicos especialistas em Medicina Interna que enviaram declaração de responsabilidade à Ordem dos Médicos face à escassez das equipas nas urgências dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

"O SIM manifesta a sua solidariedade para com os médicos internistas do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, que apresentaram minutas de isenção de responsabilidade face à atual situação de carência de meios humanos no serviço de Urgência", refere um comunicado enviado à agência Lusa.

Segundo o SIM, "não estão reunidas as condições para a prestação de cuidados de saúde de qualidade e com a necessária segurança que permitam assegurar o exercício da profissão".

Na quarta-feira, a Secção Regional do Centro (SRC) da Ordem dos Médicos alertou para a situação "incomportável" e de “extrema gravidade" no serviço de urgência dos HUC, "um dos maiores do país" e um dos polos do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

A situação, afirmou a SRC, deve-se "às dificuldades em cumprir a escala de Medicina Interna".

Para este serviço de urgência, as recomendações técnicas da Ordem dos Médicos "estipulam uma escala diária com um mínimo de cinco especialistas em Medicina Interna", mas, "atualmente, e ao arrepio dessa recomendação, apenas estão três médicos internistas", segundo a SRC.

"Para piorar a situação, a partir do dia 14 deste mês, numa das épocas mais críticas de afluência ao serviço de urgência, a equipa ficará reduzida para dois médicos internistas", acrescentou.

Hoje, o SIM salienta que, tal como noutros hospitais, a falta de especialistas é notória e as urgências apenas continuam abertas por solidariedade e respeito dos médicos.

"Este Governo tem a oportunidade de estancar a degradação da qualidade dos serviços e tem de melhorar a sua gestão e valorizar o que tem de melhor que são os recursos humanos", refere a estrutura sindical, salientando que "não pode ficar indiferente a 6.000 horas de horas extra que os médicos não querem efetuar".

O sindicato frisa ainda que o Governo não pode "continuar a gastar mais de 100 milhões de euros em empresas de prestação de serviço médico ou a apostar na ideia peregrina de entregar os serviços de urgência às Misericórdias ou a entidades privadas, transformando o Serviço Nacional de Saúde numa manta de retalhos".

O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra confirmou hoje que 20 médicos especialistas em Medicina Interna enviaram declaração de responsabilidade à Ordem dos Médicos perante a escassez das equipas nas urgências dos HUC.

Em comunicado enviado à agência Lusa, o conselho de administração do centro hospitalar refere que o número de especialistas no serviço de urgência tem aumentado, sendo que "a composição atual prevista não é inferior à dos anos anteriores".

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