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ULS de Coimbra saúda lançamento do concurso para nova maternidade

Lusa
05-11-2026 13:13h

O presidente da ULS de Coimbra disse hoje que o lançamento do concurso para a construção da nova maternidade na cidade “é um passo de enorme importância para o futuro dos cuidados maternoinfantis na nossa região”.

Francisco Maio Matos, citado numa nota de imprensa da ULS, revelou ainda que se está a avançar “de forma concreta na realização de um projeto essencial, que traduz o compromisso com a melhoria contínua das condições de prestação de cuidados de saúde às mulheres, aos recém-nascidos e às famílias”.

“Este é um momento muito significativo no caminho que estamos a construir, com responsabilidade e determinação, para dotar a região de uma nova resposta nesta área fundamental da saúde”.

A Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra lançou hoje o concurso público para a construção da nova maternidade da cidade, que vai agregar as duas existentes atualmente, num investimento de quase 58 milhões de euros (ME).

O anúncio publicado hoje em Diário da República aponta para um preço base de 57,942 ME, acrescido de IVA, e um prazo de execução de três anos (1.095 dias).

O concurso para a nova maternidade, que será construída no perímetro dos Hospitais da Universidade de Coimbra para substituir as duas atualmente existentes na cidade (Daniel de Matos e Bissaya Barreto), era há muito aguardado.

Para a diretora do Departamento da Mulher e do Recém-nascido da ULS de Coimbra, “a construção da Nova Maternidade representa uma oportunidade muito importante para o futuro dos cuidados maternoinfantis”.

“Este projeto permitirá criar condições para continuar a desenvolver uma resposta assistencial de qualidade, centrada nas necessidades das mulheres, dos recém-nascidos e das suas famílias. É também um momento de enorme satisfação para todos os profissionais que, diariamente, se dedicam a esta missão, e que veem neste passo a concretização de uma ambição há muito partilhada: proporcionar melhores condições para cuidar, acompanhar e acolher cada nascimento”, sintetizou Teresa Almeida Santos.

A unidade local de saúde recordou que, “em 2025, as duas maternidades da ULS de Coimbra - Bissaya Barreto e Daniel de Matos - realizaram 5.166 partos, o número mais elevado entre as instituições de saúde do país, consolidando a posição de Coimbra como um dos principais polos nacionais de assistência maternoinfantil. Este valor traduz uma trajetória de crescimento sustentado da atividade obstétrica.

“A construção da Nova Maternidade assume, assim, uma importância decisiva, não apenas para responder às necessidades da população da Região Centro, mas também para criar melhores condições para o desenvolvimento da atividade assistencial e para a diferenciação clínica da ULS de Coimbra, consolidando o papel da instituição no panorama nacional da saúde materna, fetal e neonatal”, disse também.

Ao longo dos anos, este projeto sofreu vários atrasos (em 2021, chegou a ser apontada a sua inauguração para 2024, e, em 2023, esperava-se que o concurso pudesse ser lançado no primeiro trimestre de 2024).

No Orçamento do Estado para 2025 já havia verba reservada para a empreitada, mas o concurso não foi lançado.

A portaria que autorizou a ULS de Coimbra a assumir encargos plurianuais referentes à empreitada de construção da nova maternidade foi publicada em Diário da República (DR) em 15 de setembro, dia do Serviço Nacional de Saúde.

A obra será financiada ao longo dos anos de 2026, 2027, 2028 e 2029.

Para 2026 estava prevista uma despesa de 243.902,44 euros, enquanto para 2027 e 2028 os encargos ascendem a 23,9 milhões de euros em cada um dos anos. Em 2029, o montante previsto é de 9,89 milhões de euros.

O prazo para entrega de propostas de construção da nova maternidade termina em 15 de dezembro.

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