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Hospital de Maputo mantém tratamento oncológico apesar de incêndio

Lusa
03-11-2026 12:57h

O Hospital Central de Maputo (HCM) anunciou hoje que está a manter os tratamentos oncológicos apesar do incêndio que destruiu parte serviço especializado, único no país, tendo assistido 52 pacientes após o sinistro, incluindo 21 em quimioterapia ambulatória.

"Os nossos doentes estão em segurança e o combate contra o cancro continua", afirmou o diretor clínico do HCM, Dércio Fernandes, em conferência de imprensa, assegurando a continuidade dos cuidados em regime de internamento e ambulatório.

O incêndio deflagrou na manhã de 01 de novembro no edifício de Oncologia do HCM, o único centro especializado em tratamento oncológico do país, destruindo a parte superior da infraestrutura.

Os serviços foram transferidos provisoriamente para a unidade de Dermatologia do HCM, onde passou a funcionar a Oncologia, contando hoje 11 pacientes internados.

Dos 52 pacientes assistidos após o incêndio no serviço, 21 encontravam-se a receber quimioterapia em ambulatório, enquanto os restantes passaram por consultas de triagem e urgência, primeiras consultas e transfusões.

Segundo Dércio Fernandes, o plano de emergência foi ativado nas primeiras horas após o incêndio, priorizando a retirada dos pacientes e a sua transferência para um local seguro, antes da adaptação de espaços para assegurar a continuidade dos cuidados.

O diretor clínico acrescentou que ainda não existe uma estimativa dos prejuízos, uma vez que os danos na infraestrutura e nos equipamentos continuam a ser avaliados pelas entidades competentes.

O incêndio afetou os serviços de Oncologia e Radioterapia, mas não foram ainda divulgadas conclusões sobre os equipamentos danificados.

Na sequência do incêndio, o Governo criou uma unidade de apoio aos doentes oncológicos e um gabinete de atendimento, mantendo os pacientes internados e em tratamento ambulatório no serviço de Dermatologia.

O ministro da Saúde, Ussene Isse, informou anteriormente que 22 pacientes foram afetados pelo incêndio, dos quais 12 tiveram alta e 10 permaneceram internados, recebendo assistência médica e apoio psicológico.

As autoridades ainda não divulgaram as causas do incêndio, que serão objeto de investigação.

O fogo não atingiu a parte inferior do abrigo subterrâneo onde está instalado o acelerador linear, equipamento essencial para a radioterapia. No entanto, devido à sensibilidade destes equipamentos ao calor e a variações de energia, os possíveis danos continuam a ser avaliados por peritos.

Durante a resposta ao incêndio, populares retiraram 30 botijas de gás e mais de uma dezena de viaturas estacionadas junto da Faculdade de Medicina, evitando o agravamento da situação, segundo o ministro da Saúde.

Ussene Isse apelou à população para acompanhar apenas informações oficiais e evitar a disseminação de rumores, enquanto prosseguem os trabalhos de reposição dos serviços e de avaliação dos danos.

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