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Pobreza diminuiu em Timor-Leste, mas desigualdade económica aumentou

LUSA
21-10-2026 07:59h

As pessoas a viver em pobreza monetária em Timor-Leste diminuíram de 48,4% em 2014 para 37% em 2024, mas a desigualdade económica aumentou, segundo o Relatório de Síntese do Inquérito aos Padrões de Vida do país

“Na linha nacional de pobreza, que representa o custo de satisfazer as necessidades básicas em alimentação, habitação e outros bens não alimentares em Timor-Leste, a proporção de timorenses a viver na pobreza situa-se em 37,0% em 2024”, pode ler-se no relatório, elaborado pelo Instituto Nacional de Estatística e o Ministério das Finanças, e divulgado na terça-feira.

O relatório, feito com base em 7.424 inquéritos a agregados familiares em todo o território nacional, salienta que mais de meio milhão dos 1,4 milhões de habitantes do país “continuam pobres”.

A nível nacional há 522,927 pobres, 448,556 dos quais nas zonas rurais.

Apesar da redução da pobreza, os inquéritos mostram que a “desigualdade aumentou em Timor-Leste ao longo da última década”, segundo a medida estatística da desigualdade económica, que varia entre 0 (igualdade perfeita) e 1 (desigualdade perfeita).

Em 2024, Timor-Leste registou um coeficiente de 0,36 contra os 0,31 registados em 2014.

“Isto representa um aumento de 0,05 pontos, evidenciando um agravamento dos níveis de desigualdade económica no país durante a última década”, pode ler-se no documento.

O inquérito mediu também a profundidade da pobreza que em Timor-Leste se situava em 2024 nos 10,2%.

“Este valor significa que uma pessoa pobre vive, em média, com um nível de consumo 10,2% inferior à linha nacional de pobreza. Em termos práticos, o défice médio de consumo corresponde a cerca de 0,23 dólares por pessoa por dia, relativamente à linha nacional de pobreza de 2,31 dólares por dia”, explica o documento.

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