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Bullying: Ordem dos Psicólogos lança o desafio – “E se for o meu filho a praticá-lo?”

CANAL S+
20-10-2026 12:27h

No Dia Mundial de Combate ao Bullying, a Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) lança um vídeo de sensibilização que desafia pais e cuidadores a refletirem sobre uma pergunta nem sempre fácil de fazer: “O meu filho pode fazer bullying?”. A iniciativa alerta para a importância de reconhecer precocemente comportamentos de bullying e agir para os interromper.

Quando se fala de bullying, é natural que a principal preocupação das famílias seja proteger os filhos de possíveis situações de violência. Mas reconhecer que uma criança ou jovem pode estar a praticar bullying é igualmente importante para prevenir e combater este problema. A questão serve de ponto de partida do novo vídeo de sensibilização da Ordem dos Psicólogos Portugueses, divulgado no âmbito do Dia Mundial de Combate ao Bullying.

A OPP lembra que não existe um perfil único de quem pratica bullying e que estes comportamentos podem surgir em rapazes e raparigas, de diferentes idades e características, e estar associados a diversos fatores, como dificuldades de regulação emocional, procura de popularidade ou aceitação pelo grupo, preconceitos, exposição a conflitos e violência ou reprodução de comportamentos agressivos anteriormente vividos.

Reconhecer estes fatores não significa justificar ou desculpabilizar o bullying, mas sim compreender o que pode estar na sua origem para intervir de forma adequada, responsabilizar quem o pratica e evitar que os comportamentos se repitam.

O bullying tem consequências graves para as vítimas, afetando o seu bem-estar, a saúde psicológica e o sentimento de segurança. Mas também pode comprometer o desenvolvimento de quem o pratica, estando associado a dificuldades escolares e a um maior risco de consumo problemático de substâncias e de envolvimento em comportamentos violentos.

Por isso, a Ordem dos Psicólogos Portugueses apela às famílias para que não ignorem, neguem ou desvalorizem os sinais de que os seus filhos possam estar envolvidos em situações de bullying.

Os psicólogos podem desempenhar um papel fundamental neste processo, apoiando as crianças e jovens, as famílias e as escolas na identificação dos comportamentos, na compreensão das suas causas e na promoção de relações mais saudáveis e seguras.

Com esta campanha, a OPP reforça que o bullying nunca deve ser normalizado ou encarado como uma fase inevitável do crescimento. Reconhecer o problema e procurar ajuda são passos essenciais para o travar.

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