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Coimbra tem condições para ter papel de relevo na agenda global da saúde - administração da ULS

Lusa
13-10-2026 16:29h

O administrador hospitalar da Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra, Carlos Santos, defendeu hoje que Coimbra tem condições para assumir um papel de relevo na agenda global da saúde, tendo por desafio “transformar potencial em ação”.

“A discussão mostrou claramente que Coimbra tem todos os ativos científicos, clínicos, académicos e institucionais para assumir um papel de grande relevância na agenda global da saúde”, destacou.

As declarações de Carlos Santos, vogal da administração da ULS de Coimbra, foram proferidas ao encerrar a mesa-redonda “Integração do Coimbra Health na Cimeira Mundial da Saúde: Oportunidades e Desafios”, que decorreu ao início da tarde no âmbito da World Health Summit 2026 pelo consórcio Coimbra Health, subordinado ao tema “De crise à resiliência: inovação em prol da saúde”.

“O desafio passa agora por transformar potencial em ação, transformar conhecimento em pacto e colaboração em resultados”, afirmou Carlos Santos.

Este encontro satélite contou igualmente com a participação do presidente do conselho de administração da ULS de Coimbra, Francisco Maio Matos, que também evidenciou que Coimbra tem o conhecimento, as instituições e as pessoas necessárias para dar um contributo relevante para o futuro da saúde global.

“A nossa maior oportunidade está em unir estas capacidades, aproximando a academia, a prestação de cuidados, a investigação e a inovação em torno de objetivos comuns”, acrescentou.

Na sua intervenção, Francisco Maio Matos defendeu a articulação entre as políticas de saúde e a intervenção social, por considerar que ambas são indissociáveis na construção de uma sociedade mais saudável.

Indicou ainda que a integração de cuidados constitui um dos principais desafios das unidades locais de saúde, que têm de assegurar a articulação entre os cuidados de saúde primários, os cuidados hospitalares e as respostas de continuidade de cuidados.

“É um enorme desafio quando estamos a trabalhar com múltiplos polos hospitalares, centros de saúde e uma enorme dispersão geográfica”, afirmou.

O presidente da ULS de Coimbra aludiu ainda à criação de redes de colaboração, que só fazem sentido quando trazem resultados práticos para as comunidades.

“As redes só fazem sentido se estiverem conectadas”, afirmou, defendendo que a articulação entre profissionais, instituições, municípios, academia e associações cívicas deve contribuir para reforçar a capacidade de intervenção no terreno.

Na sua intervenção, Francisco Maio Matos apontou a necessidade de as instituições ultrapassarem uma lógica centrada em si próprias, colocando a sua capacidade de atuação ao serviço de objetivos sociais mais amplos.

“É esse o desafio que temos pela frente: a forma como fazemos política de saúde com a intervenção social e a forma como fazemos intervenção social com a nossa política de saúde”, concluiu.

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