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Agência de saúde da Rússia descarta risco de epidemia de peste na Sibéria

Lusa
07-10-2026 14:13h

A agência nacional de saúde pública russa descartou hoje qualquer “risco epidémico” para a população de Irkutsk e da região, após a morte de uma investigadora de um instituto que estuda a peste na Sibéria.

“A vigilância médica de mais de 90% das pessoas que estiveram em contacto com a doente está concluída. Não foi detetado qualquer problema de saúde relacionado com uma doença infecciosa”, indicou a agência de saúde pública Rospotrebnadzor, afirmando que “não existe qualquer risco epidémico para a população de Irkutsk e da região”.

Momentos antes, a presidência russa (Kremlin) defendeu que se confie na Rospotrebnadzor, considerando que a “grande maioria” das informações divulgadas pelos meios de comunicação social sobre os casos de peste na Sibéria são falsas.

No entanto, multiplicam-se os pedidos de transparência sobre o caso, nomeadamente da União Europeia (UE), Organização Mundial de Saúde (OMS) e Estados Unidos.

Em causa está a morte suspeita da técnica de laboratório que trabalhava no Instituto de Luta contra a Peste de Irkutsk, na Sibéria, bem como sobre a aparente existência de um segundo caso.

“A comunicação atempada, completa e transparente de informações no âmbito do Regulamento Sanitário Internacional é essencial para esclarecer informações contraditórias e permitir uma avaliação precisa dos potenciais riscos para a saúde pública», escreveu o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na rede social X.

Em Moscovo, as autoridades russas negaram a adoção de medidas sanitárias após esta morte, noticiada sexta-feira por vários meios de comunicação russos e garantiram que a situação está sob controlo.

Canais do Telegram e meios de comunicação locais noticiaram que vários hospitais de Irkutsk tinham imposto uma quarentena de três semanas.

   O governador regional, Igor Kobzev, afirmou na segunda-feira que as análises post-mortem realizadas por uma comissão especial de peritos da Rospotrebnadzor indicavam que a jovem tinha morrido de uma pneumonia de origem indeterminada.

   Segundo a investigação, não foi detetado qualquer microrganismo "relacionado com a atividade profissional da jovem", declarou, acrescentando que nenhum outro funcionário do instituto tinha consultado um médico.

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